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RUÍDO NA PERCEPÇÃO!

31 de Janeiro de 2015 às 12:55
por Sérgio Xavier

Reprodução Folha de Pernambuco Zoom

CASO DAS BARULHENTAS TERMELÉTRICAS A ÓLEO MERECEM REFLEXÃO E AÇÃO!

O século 21 exige, com grande urgência, um novo modelo de desenvolvimento que possa reverter os estragos do passado (altas poluições, desigualdades e exclusões) e garantir sustentabilidade e inclusão no presente e no futuro. A crise de água, de energia, de visão estratégica e de ética vivida hoje por nosso País, sobretudo no setor energético, é uma oportunidade para repensarmos coletivamente as velhas fórmulas e exigirmos enfaticamente novas referências de progresso.  

Cuidar dos rios, investir em fontes renováveis de energia, incentivar eficiência produtiva e priorizar cuidados socioambientais em todos os setores é hoje uma obviedade! A sociedade já percebeu que este é o caminho e deseja que os poderes públicos cumpram leis, criem políticas modernas, incentivem a inovação e agreguem percepção socioecológica na promoção da justiça.


Mas, mesmo quando um orgão público cumpre seu papel não é fácil ver resultados rápidos. O caso das ruidosas e poluentes termelétricas é um exemplo. Ao reassumir este mês a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco - Semas, considerando inúmeras reclamações de moradores da APA Aldeia-Beberibe - Fórum Socioambiental de Aldeia - determinamos que a CPRH fizesse cumprir com rigor e celeridade as providências necessárias (previstas em lei) para que as usinas térmicas instaladas na área implantassem proteção acústica e outras medidas para sua operação não prejudicar a comunidade local. No processo de diálogo com representantes da empresa, e em total conformidade com suas atribuições legais, a diretoria da CPRH determinou a suspensão do funcionamento noturno (19h às 7h) e aos domingos até que as condições adequadas fossem estabelecidas. Essas usinas não foram projetadas, nem licenciadas, para funcionar sem parar (são como os geradores instalados em condomínios, que só devem ser usados em emergências, por curto espaço de tempo, pois são caros, emitem gases poluentes e geram um ruído ensurdecedor).


Para a nossa surpresa, 24 horas depois, a justiça concedeu liminar mandando manter a usina ligada ininterruptamente, sem considerar as queixas e direitos da população afetada. Vamos buscar reverter esta decisão, demonstrando que não é mais aceitável olhar apenas para o lado do produtivismo a qualquer custo e esquecer os limites e os pontos de equilíbrios necessários na construção de uma sociedade justa e sustentável.

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