• DataPernambuco, 31 de Outubro de 2014
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NÃO VAMOS DESUNIR O BRASIL!!

27 de Outubro de 2014 às 04:05 em
por Sérgio Xavier

É fundamental que, depois destas eleições tão acirradas, as tensões sejam desarmadas e prevaleça a democracia e o diálogo.
Dilma venceu com minoria dos votos, apenas 54,5 milhões de um total de 142,2 milhões de eleitores, ou seja, cerca de 38% do total de eleitores aptos a votar. Isso exigirá dela grande esforço no sentido de conquistar apoio de 87,7 milhões de cidadãos e cidadãs que não votaram no PT. Não é pouco. Por isso, de forma consciente, Dilma destacou no seu discurso de vitória que sua prioridade será o diálogo e a união do País.

Para isso ela vai precisar do apoio dos militantes petistas que teimam em agredir os eleitores que optaram por outras candidaturas. As lideranças mais preparadas do PT terão que orientar bem sua militância para não criar um clima negativo contra o governo reeleito. Quem votou em Dilma tem a obrigação de ajudar a manter um clima favorável à governabilidade. A eleição terminou, agora o Brasil precisa andar na paz, fortalecendo nossa jovem democracia. 

Para Marina Silva, “É fundamental que, depois destas eleições, se tenha uma postura de unir o Brasil, de não permitir que nosso país seja dividido entre Norte e Nordeste, entre Sul e Sudeste, que o Brasil continue sendo o país da diversidade social, cultural e econômica”.
Mais: http://bit.ly/1tzHL42

NÃO VAMOS DESUNIR O BRASIL!

Sérgio Xavier

Sonho é como grão. Morre e ressuscita do chão

18 de Agosto de 2014 às 19:43 em
por Sérgio Xavier

Foto: Osvaldo Santos Zoom
Eduardo Campos e Sérgio Xavier em reflorestamento de Mata Atlântica no Porto de Suape (2012)
 

 
Eduardo, o que plantamos juntos, florescerá.
Seguiremos com os seus sonhos! Fica com Deus!

Desaquecer o planeta, aquecendo a economia

10 de Junho de 2014 às 21:48 em
por Sérgio Xavier

Equação do Século 21: Como reverter o aquecimento global, garantir crescimento econômico sustentável e melhorar a vida de todos?




 Nos últimos 800.000 anos, a concentração de Carbono (CO2 ) na atmosfera variou de 180 a 280 partes por milhão (ppm). Esta concentração, provocada pela queima de combustíveis fósseis, reflete na temperatura da Terra e provoca as temidas mudanças climáticas.

Cientistas consideram 450 ppm o limite para evitar que o calor aumente além de 2 °C. Acima disso, o aquecimento terá repercussões imprevisíveis para a existência humana. Num cenário de elevação de 3,5 °C é prevista a extinção de até 70% das espécies atuais.

Em 2013 esta concentração ultrapassou 400 ppm e acendeu uma luz vermelha sobre o futuro.

Para conter o aquecimento e evitar grandes desastres naturais (como secas prolongadas, derretimento de geleiras, elevação do nível do mar e chuvas extremas), o mundo precisa reduzir urgentemente a emissão de gases (como CO2 e Metano) que provocam o efeito estufa, ao formar uma camada na atmosfera que prende na Terra o calor do Sol.

Manter o clima parecido com o atual, exige reduzir até 2050 mais de 40% das emissões de gases totalizadas em 2010. Um desafio dramático e complexo.

Com a economia baseada em combustíveis fósseis (Carvão, Petróleo e Gás), que movem indústrias, carros, aviões, navios, produção agrícola e cidades, os países e empresas que lideram este modelo não abrem mão dos seus interesses. Colocam em risco a vida de gerações futuras e deixam a humanidade vulnerável ao caos climático, que já está abalando a economia e matando milhares de pessoas todos os anos.

A ONU contabilizou só em 2011 mais de 300 desastres naturais, que mataram 29.782 pessoas no mundo e provocaram US$ 366 bilhões de prejuízos. No Brasil, ocorreram 900 mortes.
Segundo o IBGE, entre 2008 e 2012, mais de 40% das cidades brasileiras (2.270) sofreram pelo menos um desastre ambiental, por falta de planejamento e prevenção.

SustentOportunidades

A saída é a equalização planejada da economia e o planejamento criterioso da ocupação do solo, transferindo populações das áreas de riscos.

Equalizar a economia significa reduzir o que está em excesso (emissão de gases-estufa e poluentes) e aumentar o que está em falta (processos ecoeficientes, baseados em energias limpas e reciclagem). Ou seja, diminuir de forma programada o PIB poluidor e multiplicar com incentivos o PIB sustentável. Reduzir o consumo ruim e aumentar o consumo saudável, tornando o planeta mais adequado para a vida e fazendo a economia crescer com estabilidade.

Para fazer isso sem desemprego e falências, urge incentivar a migração pactuada de empregos e investimentos da velha economia para os novos eixos da economia verde, incluindo planos de requalificação profissional.

No caminho da sustentabilidade, podemos antecipar os setores em ascensão na nova economia de baixo carbono e preparar o Brasil para despontar nos novos horizontes mundiais, com inovação, capacitação e políticas públicas interligadas.

Um leque de possibilidades abre-se na emergente e urgente economia de baixo carbono: energias renováveis (solar, eólica, biomassa, hidrelétrica, marinha, geotérmica); reciclagem; ecoeficiência tecnológica, energética e hídrica; pagamentos por serviços ambientais; arquitetura e urbanismo verde; economia criativa; cidades ecointeligentes; redes colaborativas; digitalização e desburocratização; mobilidade elétrica e compartilhada; agroecologia etc

Acredito que o mundo andará nesta direção, respeitando os limites da Terra. Racionalidade, cooperação e visão de futuro vão superar ganância, egoísmo e lucro imediatista.

Sérgio Xavier – Ex-secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco

#OcupeEstelita É OPORTUNIDADE PARA #ReinventeRecife

03 de Junho de 2014 às 13:38 em
por Sérgio Xavier

 O criativo e instigante movimento #OcupeEstelita criou uma grande oportunidade para o Recife discutir sua reinvenção. O estresse nosso de cada dia, provocado pela expansão urbana sem controle demostra que já tinha passado a hora de reinventar a cidade... Demorou... Mas tá em tempo de repensar os velhos modelos e inovar, com interatividade, diversidade e sustentabilidade.

O Cais José Estelita pode ser um grande ponto de inflexão para um novo tipo de cidade: mesclada, sem muros, solidária, inclusiva, ativa e com uma identidade histórica e cultural integralmente nossa! Ou seja, um verdadeiro "Novo Recife"!

Com a suspensão da demolição dos armazéns e a institucionalização do debate o prefeito Geraldo Julio dá um passo fundamental para o replanejamento colaborativo e criativo da cidade. Abre canais de comunicação para fazer fluir a inteligência coletiva em busca do Recife que faremos agora para oferecermos às próximas gerações.

E novos conceitos irreversíveis vão emergir desse processo. (Como esses, a seguir, que apresentei no artigo "Rede Social nas Ruas" - Folha de Pernambuco 20/6/2013 - http://bit.ly/1jPqgn2 ou http://bit.ly/S5bAtu ).

Cidade Móvel – Serviços, educação, lazer, comércio e empregos aproximando-se do cidadão, movendo-se para a periferia, e espalhando-se pela cidade, com uso de novas tecnologias, para reduzir necessidade de deslocamento e perda de tempo.

Cidade Mesclada – Planejar prédios de luxo, médios e populares lado a lado, no mesmo bairro, evitando grandes deslocamentos para trabalhadores e estudantes, criando mais segurança com o convívio sem barreiras, quebrando preconceitos e acabando com as zonas exclusivas de riqueza ou de pobreza. Pensar "E" para incluir em vez de "OU" para excluir.

Cidade Compartilhada – Sair do ‘ter’ para o ‘usar’ de forma inteligente e eficiente, com uso compartilhado de equipamentos públicos, bicicletas, cadeiras de rodas, carros, taxis etc, usando tecnologias digitais.

Cidade Integral - pensar regiões metropolitanas como um todo, com visão sistêmica, buscando equalizações, equilíbrios e o fim das desigualdades e concentrações. Projetos fragmentados sem planejamento integrado gera cidades "franksteinianas".

Para avançarmos nesse caminho, o poder público deve articular canais de participação democrática para definir coletivamente o modelo de cidade que deve ser construído pelas empresas e não o inverso, impedindo de forma ativa que interesses privados de poucos determinem os rumos de toda a cidade.

Depois do #OcupeEstelita proponho saltarmos para o #ReinventeRecife ou #ReinventeSuaCidade sonhando, pensando, estudando e formulando juntos a cidade que queremos construir daqui pra frente.


http://www2.recife.pe.gov.br/pcr-suspende-alvara-de-demolicao-dos-armazens-do-cais-jose-estelita/

Prestando contas com o futuro

05 de Abril de 2014 às 11:38 em
por Sérgio Xavier

Foto: Osvaldo Santos Zoom
Sérgio Xavier, Marina e Silva e Eduardo Campos: aliança pela sustentabilidade

Sérgio Xavier (PV-REDE) – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (de 2011 até 4-4-2014)

 

 
Uma sociedade justa e sustentável precisa ter um Piso Social – linha mínima de qualidade de vida e direitos para todos - e um Teto Ambiental – limite para assegurar preservação e resiliência dos ecossistemas naturais e da biodiversidade. Para garantir piso e teto é fundamental uma nova economia que inclua todas as pessoas e que cresça promovendo o uso circular dos recursos naturais: reciclando água e matéria prima, conservando o solo, priorizando energia renovável e reduzindo poluentes que causam as mudanças climáticas.

Construir uma civilização sustentável é garantir que a capacidade de autorregeneração social, ambiental e econômica não seja ultrapassada. Exige tri-resiliência, ou seja, resiliência simultânea nestes três pilares da sustentabilidade.

Para aplicar esses conceitos na vida real, há três anos, iniciamos a implantação da inovadora Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco – Semas, após aliança programática PV-PSB. Incorporando visão ecológica à sua gestão, o governador Eduardo Campos nos convidou para criar a nova estrutura e assumiu compromisso público com 15 metas socioambientais que apresentamos (registradas na imprensa em 15/01/2011 e cumpridas fielmente).

Os resultados obtidos mostram que Pernambuco ganhou com essa aliança. E o Brasil também. Com realizações inéditas no rumo da sustentabilidade, criamos as bases para aproximar Eduardo Campos e Marina Silva, estabelecendo a união PSB-REDE, injetando inventividade e renovação na política brasileira.

Ao concluir o trabalho no governo, nesta sexta (4/4), volto às minhas atividades profissionais e à militância ecológica, como sempre fiz, sem ocupar cargo público. Retomo o ativismo cidadão, atuando na campanha nacional de Eduardo e Marina. O novo governador João Lyra (PSB) já expressou o compromisso de continuar e aprimorar as políticas em curso e contará com todo o nosso apoio, com PV e REDE juntos. No meu lugar, assume Carlos André Cavalcanti (PV-REDE), reconhecido ambientalista, que me acompanhou com muita competência e lealdade nos 3 anos da nossa gestão.  

Neste curto período, alcançamos números muito positivos e vários recordes históricos, frutos de parcerias e trabalho em equipe da Semas, CPRH, Parque Dois Irmãos e muitas áreas do governo, com ecopolíticas transversais.

Entre as principais conquistas está o aumento de 385% na área de proteção da Caatinga e Mata Atlântica - até 2010 não tínhamos sequer uma reserva estadual na Caatinga. Agora, as áreas de preservação integral, rigorosa, da Mata Atlântica e Caatinga ultrapassam 34 mil hectares e devem atingir 104 mil até o final do ano, com os projetos em andamento. Proteger a Caatinga é fundamental diante das mudanças climáticas que projetam mais seca e aumento de temperatura no nosso já inóspito semiárido.

Em 2012, criamos a maior reserva estadual de Mata Atlântica, Bita e Utinga (em Suape), com cerca de 2.500 hectares, além de novas áreas de conservação em Timbaúba, Macaparana, Vicência, São Vicente Ferrer e Recife, com a triplicação da área protegida do Parque Dois Irmãos, cujo zoológico está sendo modernizado.

Para garantir a implementação das novas políticas formuladas pela Semas, o orçamento ambiental foi quadruplicado. Saltou de R$ 256 milhões - de 2007 a 2010 - para mais de R$ 1 bilhão de 2011 a 2014. Em 2013, captamos mais de R$ 200 milhões de compensação ambiental, zerando as pendências de todas as empresas.

Aumentamos, ainda, o quadro de servidores da Semas, CPRH e Parque Dois Irmãos (de cerca de 420 para 700) e assim foi possível elaborar com equipes próprias o Plano Estadual de Mudanças Climáticas; o Plano Estadual de Resíduos Sólidos e o Plano Noronha Carbono-Neutro que está transformando a ilha de Fernando de Noronha no primeiro território a compensar plenamente as emissões de gases de efeito estufa.

Realizamos parceria com mais de 50 prefeituras para municipalização das políticas e ações ambientais. Um bom exemplo é o plano de engordamento das praias para conter o avanço do mar. Obra já realizada em Jaboatão, recompondo 5 km de praias, e projetos executivos de Recife, Olinda e Paulista já entregues aos prefeitos. A Semas também está apoiando as prefeituras e concluindo planos locais de gestão de resíduos sólidos para 153 municípios que não conseguiram cumprir sozinhos suas obrigações com a lei nacional.

O governo avançou fortemente na reversão dos passivos ambientais de 30 anos de Suape, com preservação de 9.600 hectares de Mata Atlântica, Restinga e Mangue, incluindo o reflorestamento de 972 hectares, com plantio de mais de 1,4 milhão de árvores nativas. Um dos maiores projetos de regeneração de áreas verdes em zonas portuárias do mundo.

Cuidando das águas, o governo iniciou a recuperação dos rios Capibaribe, Beberibe, Una e Ipojuca, que serão despoluídos em poucos anos, com as obras de dragagem de lixo, navegabilidade e saneamento já em andamento (a PPP da Compesa vai universalizar a coleta e tratamento de esgoto em 15 municípios da Região Metropolitana).

Para garantir o controle social e a interação com todos os segmentos da sociedade o Conselho Estadual de Meio Ambiente – Consema foi fortalecido com criação de Câmaras Temáticas e transmissões via internet, dando mais transparência a todos os processos.

Pernambuco, que já se consolidou como polo de energia eólica (com cadeia completa de fabricação de equipamentos em Suape), também inovou com projetos de energia solar. Em 2013 realizou leilão de usinas solares, contratando a produção de 122 MW, atraindo investimentos de R$ 600 milhões. Até 2015 nosso Estado será o maior gerador de energia solar do Brasil, com capacidade instalada três vezes maior que toda a soma nacional.

Em sintonia com inovações, lançamos projetos pioneiros no Brasil de uso compartilhado de veículos elétricos (carros e bicicletas, em Recife e Fernando de Noronha - em parceria com Porto Digital, Serttel, Shineray e Xindayang Group, da China); Sistema de informações ambientais geo-referenciadas na internet – Sig-Caburé e o Polo Ambiental de Pernambuco, projeto de edifícios verdes que vão sediar os órgãos ambientais do estado e do Recife.

Construir um modelo de desenvolvimento sustentável é o maior desafio do século 21. O trabalho apenas começou. Agradeço ao governador, aos colegas do governo e a todos que contribuíram com estes avanços. Agora, novos passos precisam ser dados no rumo da sustentabilidade. Estamos firmes nesse caminho.

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Veja apresentação detalhada no link: http://bit.ly/POHOby 

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