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  • 19 de Abril de 2012 às 16:48

Como Pernambuco vai estar na Rio +20

Paralelamente ao Rio +20, acontece uma série de eventos relativos ao meio ambiente

19 de Abril de 2012 às 16:48
Da Redação
Bobby Fabisak/JC Imagem/Arquivo


Bobby Fabisak/JC Imagem/Arquivo Painéis da ONU mostram que 90% do território de Pernambuco está em áreas suscetíveis à desertificação, diz o secretário Sérgio Xavier

De 13 a 22 de junho, ambientalistas, militantes e dirigentes do mundo inteiro estarão com os olhos voltados para a cidade do Rio de Janeiro onde, 20 anos depois da Eco 92, o meio ambiente volta a ser pauta internacional na Rio +20: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Pernambuco não poderia estar de fora das discussões e as formas de participação do Estado serão variadas.

Para o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, a participação no evento é muito importante já que os efeitos do aquecimento global poderão afetar o mundo inteiro, mas talvez os sentiremos primeiro aqui: "Pernambuco está numa das regiões mais vulneráveis a esses efeitos. Segundo painéis da ONU, o Estado tem 90% do seu território em áreas suscetíveis à desertificação e está numa faixa do litoral que já sofre erosões grandes".




Divulgação






A Secretaria de Meio Ambiente participará do evento de duas formas: a primeira é com um estande que mostrará os problemas e os riscos do aquecimento global para o Estado e apresentará políticas que estão sendo desenvolvidas a respeito do assunto. "Em 2009 estive na Cop 15 em Copenhague e lá vi uma exposição dos pontos mais críticos do mundo em relação ao aquecimento global e, para a minha surpresa, estavam lá o Recife e a Amazônia", lembra o Secretário.

Paralelamente ao Rio +20, acontece uma série de eventos relativos ao meio ambiente. A segunda participação do Estado será no Rio Clima - que acontece entre os dias 14 e 17 de junho. As preparações para a conferência climática inclusive começaram no Recife: líderes de oito países se reuniram na capital pernambucana entre os dias 13 e 15 deste mês e começaram as discussões para que seja produzido um documento com medidas para a redução da emissão de CO2 e planos de adaptação - se a temperatura realmente subir, o que vamos fazer principalmente em relação à água e alimentos?

Os temas centrais da Rio +20 são a economia verde e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável - o clima não vai ser trabalhado de maneira prioritária e o Rio Clima quer influenciar essa discussão. O encontro define uma meta global que é a de garantir a concentração de gases do efeito estufa no limite de 450 ppm para evitar que o aquecimento global passe de 2 graus. De acordo com Sérgio Xavier, "Já estamos em 390ppm, estamos muito perto do limite". Os 19 países que participarão do evento pretendem definir critérios técnicos e científicos para fazer um levantamento sobre quem foram os responsáveis, e, em que percentual, pelo volume de gases do efeito estufa para que aconteçam compensações: "Se o país foi responsável por 30%, deve ser responsável pela redução de 30%", explica o secretário, que faz parte da equipe de articulação nacional do evento.

Para o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, a humanidade está diante de um fenômeno que interliga todos os pontos do planeta: "Se alguém fizer uma coisa errada do outro lado da Terra, podemos ter efeitos aqui e vice-versa. A gente está buscando uma solução que é complexa porque envolve necessidade de inclusão social, redução da pobreza, inovações tecnológicas, mudança de processos de geração de energia, de produção e de consumo e isso mexe com toda a economia. É um processo que exige negociação internacional e multilateral".

Além da participação do governo, entidades ligadas ao meio ambiente se preparam para participar da Rio +20. A Organização Não Governamental Mangue Ferido levará para o Rio de Janeiro a pauta dos manguezais. "Estamos elaborando um dossiê focado nos mangues. A ideia é buscar soluções até jurídicas para aumentarmos a proteção dos manguezais. Vamos aproveitar essa visita ao Rio para passar em Brasília a fim de pressionar o Supremo", explica Sandro Florêncio, diretor da ONG.

Um Comitê Pernambucano organizado pela sociedade civil também discute como será a participação do Estado no evento. De acordo com Thomas Enlazador, educador ambiental do Ecocentro Bicho do Mato, a articulação começou em meados do ano passado. "Tudo começou pela internet e um grupo que não se conhecia passou a se encontrar e promover seminários, oficinas e reuniões para discutir como poderia acontecer a participação no evento".

Yuri Moraes, da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e membro do comitê, explica que os membros possuem temáticas de trabalho bem diferentes, mas que encontraram um ponto em comum como pauta. "É importante questionar o discurso geral a respeito da sustentabilidade e as práticas do governo em respeito ao tema. A agenda atual também vai ser assunto: a Copa, Suape e a insistência em se investir em energia a partir de matrizes não-renováveis". De acordo com Yuri Moraes, a participação individual no evento principal da Rio +20 é limitada, assim as entidades vão concentrar as discussões em instâncias paralelas, e a principal delas é a Cúpula dos Povos.

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