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Blog de Alfredo Sirkis - RJ
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  • 16 de Abril de 2012 às 07:28

Rio/Clima: a reunião preparatória de Recife

Especialistas de oito paises reunem-se para preparar a Rio/Clima que acontecerá de 14 a 17 de junio, durante da Rio + 20.

16 de Abril de 2012 às 07:28
Verdepress PE

Com cerca de 50 especialistas brasileiros e de sete outros países realizou-se, no final de semana, em Recife, a reunião preparatória do Rio/Clima – The Rio Climate Challenge. O objetivo foi preparar a grande reunião dessa iniciativa durante ao Rio + 20, dos dias 14 a 17. Participaram o ex-ministro da cultura Gilberto Gil, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o secretario de meio-ambiente daquele estado, Sérgio Xavier, o secretario executivo do Forum Brasileiro de Mudanças Climáticas(FBMC), Luís Pinguelli, o secretario executivo do Fórum de Mudanças Climáticas do Rio de Janeiro, Sérgio Besserman –representando o prefeito do Rio, Eduardo Paes-- o ex-presidente do FBMC, Fabio Feldmann, a responsável de economia verde do governo do Rio de Janeiro, Suzana Khan, o professor Emilio de La Rovere da COPPE, ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro Tasso Azevedo, o professor Eduardo Viola, os professores do MIT e da Tufts University Travis Franck e Mieke van der Wassem, o presidente do Breakthrough Institute Michael Shellemberger, e o professor Bana e Costa da London School of Economics, entre outros especialistas dos EUA, África do Sul, India, Suécia, Espanha, Portugal e Brasil.

Dois convidados especiais, o ex-ministro da Justiça de Israel, no governo Isaac Rabin, Yossi Beilin e o secretário geral da OPL, Yasser Abed Rabbo, aportaram à reunião seu depoimento sobre a Iniciativa de Genebra, dos quais foram ambos artífices, que consistiu em um abrangente e detalhado acordo de paz simulado entre Israel e os Palestinos realizado em 2003.

Da cerimonia de abertura, presidida pelo governador Eduardo Campos, participaram também o senador Sérgio de Souza(PMDB) e os deputados federais Alfredo Sirkis(PV), presidente da sub-comissão Rio + 20 e coordenador da Rio/Clima, Zequinha Sarney(PV), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Márcio Macedo(PT), presidente da Comissão de Mudanças Climáticas e Fernando Ferro(PT).

Os trabalhos de preparação foram coordenados pelo deputado Alfredo Sirkis e pelo facilitador sul-africano Mark Young. Foram acordadas a metodologia e a agenda da reunião de junho destinada a, mediante uma simulação de negociação entre os principais países emissores de gases de efeito estufa (GEE) e alguns dos mais vulneráveis, traçar as grandes linhas de um Acordo do Clima que atenda aos ditames da ciência para manter a concentração de GEE na atmosfera abaixo do limite de 450 ppm.

A reunião do Rio/Clima, durante a Rio + 20, terá uma sessão de abertura, no dia 17, presidida por Maurice Strong --que presidiu a Rio 92—com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-secretário executivo das negociações do Clima da ONU, Ivo de Boer e da secretária executiva da Convenção do Clima da ONU, Christiana Figueres e de ex-chefes de estado ainda a confirmar. Nessa noite de abertura haverá um concerto acústico com Gilberto Gil, Andy Summers & amigos.

Haverá 3 trilhas de negociação: mitigação, tratando a redução de GEE pelos vários países e segmentos da economia mundial; adaptação, buscando estratégias voltadas para águas e alimentos na previsão de uma aumento da temperatura de 4.5 graus até o final do século –a tendência atual, se não for infletida—e de financiamento da transição para economias de baixo carbono.

Os grupos tratarão ainda de inovação tecnológica (energias limpas, novos produtos financeiros) e métrica (uma unificação na forma de medir os compromissos de redução de emissões dos diversos países). As conclusões serão debatidas e negociadas por dirigentes políticos dos 15 países de maior emissão e quatro dos mais vulneráveis que esboçarão, durante a Rio + 20, as grandes linhas de um Acordo do Clima capaz de atender a ciência.

Também serão elaborados pontos de recomendação para o segmento de alto nível (chefes de estado) da Rio + 20, atinentes a economia verde e governança e recomendações para a COP 18, em dezembro, no Qatar.

O Rio/Clima – Rio Climate Challenge deverá constituir um think tank (um centro de reflexão) sobre mudanças climáticas, baseado no Rio de Janeiro, e destinado a interagir tanto com o processo da ONU quanto com outras instâncias que venham a tratar do Clima, que no consenso já formulado em Recife, deveriam incluir o G 20 e o Conselho de Segurança da ONU.

“Demos um passo muito importante. Agora é certo que a questão do Clima será abordada em profundidade durante a Rio + 20 e teremos, ao final, um instrumento de sensibilização da opinião pública internacional à disposição dos governos, mostrando que ‘sim é possível’ um esforço planetário que consiga conter a concentração de GEE na atmosfera abaixo de 450 ppm com a possibilidade de limitar em 2 graus o aquecimento médio do planeta, nesse século” afirmou do coordenador do Rio/Clima, deputado Alfredo Sirkis.

Segundo ele: “se a curva atual de emissões de GEE não for revertida vamos até o final do século para um aquecimento de 4.5 graus. Pior: com os eventuais efeitos exponenciais, os feedbacks –liberação do metano do permafrost do Ártico e do fundo do mar, a perda da capacidade de absorção de carbono dos oceanos e das florestas tropicais, consequências do aquecimento já em curso— corremos o risco de que isso vá a 6 graus! O cenário de 4.5 já será um inferno na terra com colapso da agricultura em diversos países, fome, migrações descontroladas, guerras em torno da água e terras férteis, furacões, enchentes e aumento do nível dos oceanos. Um aumento de 6 graus não dá nem para pensar... Por isso temos que aproveitar a janela de oportunidade dos próximos 20 ou 30 anos, que os cientistas dizem existir, para prevenir essa catástrofe anunciada para a geração de nossos netos viabilizando uma economia de baixo carbono através de medidas duras de corte de emissões e precificação do carbono, um “Bretton Woods do baixo carbono” trazendo os trilhões de dólares do sistema financeiro especulativo para as energias limpas e uma revolução na inovação tecnológica ”

Para Sirkis “o Brasil está bem posicionado para liderar esse processo e o Rio precisa garantir seu lugar como a cidade de referencia de tudo isso, afinal, foi aqui que na Rio 92 foi negociada a Convenção do Clima”.

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