Sérgio Xavier é jornalista, ativista eco-político e empreendedor da área de comunicação digital, atuando no pólo de inovação tecnológica do Recife (Porto Digital), onde desenvolve sistemas de gestão de cultura, arte, informação e jornalismo em rede. É um dos fundadores do Partido Verde no Brasil. Já ocupou cargos executivos nacionais no Ministério do Meio ambiente, Ministério da Cultura e Sebrae.
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
Criou empresas especializadas em jornalismo online, com atuação no Brasil, Portugal, Angola e Estados Unidos e fundou o Instituto InterCidadania - www.intercidadania.org.br – patrocinado pelas suas empresas, voltado para ações sócio-culturais, ecológicas e de inclusão digital.
Atualmente, é professor de cursos de pós-graduação, patrocinador e presidente do Conselho do Instituto InterCidadania, e dirige suas empresas: SX Brasil www.sxbrasil.com.br e InterJornal - www.interjornal.com.br - onde está desenvolvendo sistemas inovadores de comunicação digital, como o Portal de Busca AchaNoticias: www.achanoticias.com.br (que localiza conteúdos de inúmeros veículos de língua portuguesa e é um dos mais acessados no Brasil e em países lusófonos) e o Projeto iTEIA - www.iteia.org.br - uma rede colaborativa de cultura e informação livres. Também lançou o Sistema de busca multimídia Achix - http://achix.achanoticias.com.br/ - em fase de testes.
Integrou o Conselho de Administração do Canal Futura (1998) e coordenou a implantação de grandes sistemas de comunicação digital, como agências de notícias e portais jornalísticos nacionais e internacionais.
ATUAÇÃO POLÍTICA
Fundou o Partido Verde em Pernambuco, foi o primeiro presidente da sigla no estado e integrou a primeira direção Executiva Nacional. Nunca foi filiado a outro partido. Depois de um período de afastamento, para desenvolver projetos profissionais, reassumiu, em 2009, a presidência do PV em Pernambuco e voltou a integrar a Executiva Nacional. Compõe a coordenação da pré-campanha a presidente da senadora Marina Silva.
Foi Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente (1998) e Secretário Nacional de Fomento e Incentivo do Ministério da Cultura, na gestão Gilberto Gil (2003 a 2006), no primeiro Governo Lula.
Nos anos 80, antes de formar o PV, já atuava no movimento ecológico e editava o jornal alternativo “Universo”, pioneiro na discussão das questões ecológicas no nordeste. Com este movimento, articulou a aprovação da lei de ciclovias do Recife (Lei municipal 15.330 de autoria do ex-vereador Byron Sarinho). Em 92, foi o primeiro candidato a vereador do PV no estado. Uma candidatura simbólica para divulgar as idéias verdes.
Em 2008 foi pré-candidato a prefeito do Recife pelo PV (mas a antiga direção optou por apoiar outro candidato em coligação do PV-PPS-PSC) - Veja detalhes em:
http://www.interblogs.com.br/sergioxavier/post.kmf?cod=7467614
Em novembro/09 foi lançado pré-candidato do PV ao governo de Pernambuco. Veja detalhes nos links:
http://bit.ly/6auUqS
http://bit.ly/8bjf04
SÉRGIO XAVIER - Por Frederico Pernambucano de Mello, historiador, Escritor e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco - em 2005 -
[Em Cerimônia de Título de Cidadão Honorário, em Delmiro Gouveia - AL]
Não é de hoje que conheço Sérgio Xavier, manso de temperamento, em quem a inteligência de berço recebeu o trato de uma formação erudita difícil de encontrar: a que reúne os saberes humanos às ciências físico-naturais, dando-nos, no caso dele, essa mistura rara de jornalista e engenheiro eletrônico, a serviço da administração da cultura.
Como profissional de imprensa, surpreende pela calma, quando o freqüente entre os de sua classe tem sido o pagamento dos ônus pesados da pressão arterial elevada e até do tique nervoso, para não falar da dilaceração da família, tamanhas as exigências que de momento se insinuam no caminho da busca da notícia, ou da condução da campanha institucional eficiente, negando tempo ao piscar de olhos. A nenhuma outra profissão as engrenagens dos mídia têm cobrado preço tão elevado, com desafios que só fazem crescer ante a transitividade do dado eletrônico no presente.
A natureza dual de sua vida não para por aí. Nascido em Paulo Afonso - BA [de família integralmente pernambucana], desenvolveu-se intelectualmente no Recife, estabelecendo vínculo que o torna irmão de Delmiro Gouveia, que sei ser de sua admiração, como da minha. Filho do agreste mais tórrido, o Pioneiro de Paulo Afonso areja a inteligência no litoral, como sabemos, sem esquecer a dívida com o chão de berço, a que beneficiará mais que ninguém, com o desabrochar dos dotes de empreendedor, após 1902. Homem de dois mundos. Dois Nordestes. O da cana-de-açúcar e o do couro do bode. A pancada do mar embalando um dos ouvidos, o aboio langoroso do vaqueiro enternecendo o outro, ao cair da tarde sertaneja. A mesma geografia de sentimentos que caracteriza a vida de Sérgio. O mesmo compromisso com o rincão de origem e mocidade. A mesma preocupação de beneficiá-lo.
Disse certa vez, no espaço histórico do Auditório Vicente de Menezes, o quanto folgava em ver a autenticidade de Sérgio na alcatifa macia de Brasília, em que se movimenta como cortesão consumado, a não dever aos mais hábeis na liturgia sutil da administração pública – e a mostrar, principalmente, o quanto é caricatural e preconceituosa a imagem de um nordestino tosco. Com a mesma naturalidade o vi entrar no Raso da Catarina, o deserto terrível das sagas da guerra de Canudos e do cangaço, onde caminhamos, lado a lado, pelo espaço de horas, nas areias fofas da Baixa do Chico. Pés na geografia, olhos voltados para a história, a refletir sobre a sentença do frasista insuperável que foi Euclides da Cunha: “ Os sertões conservarão, para todo o sempre perdidas, tragédias espantosas”.
Sérgio Xavier é o melhor do Nordeste posto a serviço do País nos dias que correm. Nesse conturbado presente brasileiro que estamos vivendo. Um outro nordestino de grande valor o convocou, o ministro Gilberto Gil, tomando-o por arrimo de sua ação em benefício da cultura, das artes e da inclusão social. Confiando à sua serenidade o setor mais delicado da estrutura da pasta. Aquele em torno do qual se controvertem as ambições mais ruidosas, nem sempre de todo atentas aos interesses da cultura.
Andou bem a minha querida Vila da Pedra, a brava cidade de Delmiro Gouveia, ao distinguir [com título de Cidadão Honorário] esse cavalheiro de vulto delicado e vontade de ferro. Que tudo tem conseguido para a região sem empurrar portas. E de quem muito ainda se pode esperar.
---------------------------------------------------------------------------------------------------
Conheça os livors de Frederico Pernambucano de Melo: http://bit.ly/5WEMPo