Na era do tempo real, não há tempo para processar, refletir e escrever com profundidade. A vida acelerada pressiona por velocidade cada vez maior. Discordo. Resisto. Acho que tá na hora de desacelerar e curtir mais a vida (sobretudo a "primeira", de verdade, em vez da "second life" virtual).
No lugar dos velhos Planos de Aceleração do Crescimento (um caminho perigoso e pouco saudável) precisamos de um Plano de Desaceleração de tudo que faz mal. Quanto mais tranquila, melhor será a vida. A economia deve se adaptar à nossa qualidade de vida e não o contrário, como está acontecendo com o consumismo desvairado e a degradação descontrolada.
Enquanto as pessoas não reservam mais tempo para cultivar imaginação e descobrir formas lentas de felicidade, surgem canais sintonizados com o mundo veloz, tirando proveito dos hábitos eletrônicos e motivando as mensagens rápidas. OK, então vamos usá-los para tentar reverter os cenários. Assim, comecei a usar o Twitter com este objetivo. Buscar a reflexão e motivar uma visão crítica escrevendo micromensagens de 140 dígitos. Seguem abaixo os últimos microposts. Meu endereço é www.twitter.com/sergio_xavier e convido você a interagir nesta rede.
Quando faltar tempo para escrever neste blog, mandarei micromensagens via Twitter. E continuo defendendo um Plano de Desaceleração dos Sentimentos...
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27/01/2010 - 11h20
No último fim de semana (23 e 24/01), na companhia de lideranças do PV de vários municípios de Pernambuco, lançamos a "caravana-verde" e iniciamos uma série de viagens ao interior para vistoriar obras, mapear pontos críticos, detectar potencialidades e discutir as bases de um plano de desenvolvimento sustentável para o nosso estado. Estamos dispostos a construir uma alternativa verde e sair da mesmice no cenário político de 2010.
(...)
Sustentabilidade quer dizer criar empregos e sustentá-los por muitos e muitos anos. Quer dizer buscar uma solução para hoje e garantir que esta solução tenha vida longa, evolutiva, em todos os sentidos, garantindo inclusão das pessoas, desenvolvimento da economia e preservação dos recursos naturais para as gerações futuras. Quem pensa de forma sustentável planeja e previne-se. O governo precisa apresentar um plano de sustentação dos empregos na região e precisa realizar as ações de revitalização dos rios e das áreas degradadas. Não basta anunciar obras e divulgar a criação momentânea de empregos. É preciso visão sistêmica, integrada, perene.
Aqui fica clara a diferença do modelo adotado pela coordenadora das obras, Dilma Rousseff, e do modelo defendido pela senadora Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, ambas pré-candidatas a dirigir o Brasil pós-Lula. Marina, há tempos, contempla a sustentabilidade como requisito fundamental de qualquer projeto. Sabe que obras estruturadoras são fundamentais, mas que devem ser planejadas de forma inteligente e articulada. Evitando gigantismos: desconcentrando, distribuindo e garantindo continuidade dos processos. Não basta criar empregos aqui e perder acolá. Nem podemos gastar recursos naturais hoje sem deixar reservas para amanhã.
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09/01/2010 - 20h21
No horizonte político, o ano iniciou com nuvens de boatos, especulações e informações distorcidas, que tentam reduzir a importância da pré-candidatura presidencial de Marina Silva (PV). Claro, está iniciada a contagem regressiva para as eleições de outubro e sabemos que não teremos um (desejável) ambiente limpo e elevado nos debates e práticas políticas. A poesia e utopia ainda não conseguem prevalecer nesse mundo da disputa de poder.
Portanto, nada de lamúrias. É preciso firmeza, paciência, trabalho e idealismo para enfrentar a crueza da política rasteira que ainda reina em todos os lugares. E insistir, persistir, persuadir, somar, sem perder as referências, nem se distanciar dos sonhos, nem cair na tentação de usar as mesmas armas sujas.
Com a senadora Marina Silva, continuamos seguros da urgência e necessidade estratégica de construir uma alternativa política sintonizada com um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o Brasil. É uma tarefa complexa, exaustiva, pouco compreendida, mas não vamos trocar a linha de frente de um projeto conectado com o futuro para ficar a reboque de velhos projetos, amarrados ao passado.
Sabemos que a nossa missão é abrir caminhos para novas percepções. E temos consciência de que novos caminhos começam com ousadias, minorias, perseveranças. E o mundo espera novidades do Brasil.
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03/01/2010 - 07h20
2010. Começa uma nova década do século 21.
Renovam-se expectativas e motivações. As redes digitais consolidam-se como canais contemporâneos para interagir, influenciar, fazer política no cotidiano e promover transformações colaborativas.
Enquanto alguns dizem que os jovens estão cada dia mais distantes da política, penso diferente. A política tradicional é que está distante dos jovens, que são cada dia mais influentes, fazendo política ao seu modo, usando a internet como o novo ambiente democrático de debate e articulação. A juventude do PV de Pernambuco é um exemplo: veja no Blog: http://www.juventudeverdepe.com.br/
Por isso, precisamos reciclar as velhas estruturas de partidos, ONGs e movimentos. Sair das burocracias e hierarquias convencionais para um plano horizontal , inspirado nas redes, onde todos participem em pé de igualdade - via web: de qualquer lugar, a qualquer hora e sobre o tema que desejar.
A onda é desverticalizar a participação política, fortalecendo o web-ativismo e transformando a internet num ambiente de construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento: inclusivo, criativo e sustentável.
Outro dia me convidaram para discutir com jovens a importância da participação deles nos partidos políticos. A idéia era mostrar como funcionam os partidos, dizer como a política determina o futuro de todos e motivar a participação da juventude.
Eu disse que seria uma ótima discussão. Mas, não no sentido de tentar convencê-los a se adequarem às superadas estruturas dos partidos atuais. Pelo contrário. Buscar entender suas visões, utopias, ideias e começar a construir com eles um novo modelo de partido em rede. Uma nova forma de ação política simples, direta, interativa.
Vemos hoje os partidos gastando mais energia na disputa por espaço de poder burocrático, interno, do que propriamente focando em projetos de grandes mudanças civilizatórias.
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19/12/2009 - 12h31
Zero acordo. Ou apenas um acordinho, ao apagar das luzes, muito aquém das expectativas e, sobretudo, das necessidades para conter o aquecimento global abaixo de 2 graus centígrados neste século.
Com o fracasso da COP15, mais do que nunca, a sociedade global precisa se mobilizar e continuar a eco-luta. Os partidos verdes serão ainda mais fundamentais para pressionar politicamente, lançar candidaturas, programas sustentáveis e reverter as tendências de retrocesso vistas em Copenhagen (que começou HOPEnhagen e terminou SHOPenhagen).
Enquanto isso, ao voltar do frio da Dinamarca para o calor do Recife, vejo nos jornais que o prefeito da capital pernambucana (um dos cem lugares que podem ser inundados com o aquecimento - Veja em: http://bit.ly/atM4b ), totalmente alheio, anuncia que a prioridade de 2010 é criar um pólo de empresas ligadas a petróleo e gás, integradas à refinaria de Suape - Veja em: http://bit.ly/4FmVfd ou no Jornal do Commércio de hoje: "Costa Planeja o Recife na "rota da Petrobras".
É inacreditável. Enquanto o mundo exige uma nova economia de baixo carbono os planos do Recife para o futuro estão indo no rumo oposto. E o prefeito escolheu o dia mais simbólico para anunciar isso (dia em que a humanidade lamenta o fracasso de Copenhagen). É incrível a falta de percepção e bom senso. Por estar ameaçada de submergir com a elevação do nível do mar, Recife deveria ser exemplo de projeto de cidade sustentável. E o prefeito, a exemplo dos líderes das ilhas Maldivas, Fiji e Tuvalu, deveria estar na Dinamarca pressionando por metas para conter o aquecimento em no máximo 1,5 graus (que foi o que defendi, juntamente com Marina Silva, Alfredo Sirkis, Guilherme Leal e Marco Mroz, durante a COP15).
Como cidadão recifense, que deseja um outro tipo de futuro para a nossa cidade, apresento algumas sugestões sustentáveis ao prefeito:
Veja 6 ideias sustentáveis para o Recife, clicando no título
17/12/2009 - 16h40
Faltando apenas um dia para o final da Convenção do Clima (COP15) seu resultado oficial ainda é uma grande interrogação. Esta foto, que fiz no centro de Copenhagen, sintetiza nossas dúvidas: o nome da capital da Dinamarca foi adaptado para HOPEnhagen em campanhas publicitárias ("Hope", significando "esperança" por decisões que possam evitar o aquecimento global).
Com a dificuldade dos países ricos (e poluidores) apresentarem propostas
consistentes para o corte de emissões de CO2 e para o financiamento das ações necessárias (visando evitar um aumento de temperatura acima de 2 graus centígrados, neste século), ativistas acrescentaram um "S" na nova palavra, criando a expressão "Shopenhagen". Ou seja, será que o comércio e o lucro sem ética vão prevalecer sobre a necessidade de salvar a vida no planeta Terra?
Esperamos que não, e viemos a Copenhagen, com Marina Silva, Alfredo Sirkis, Marco Mroz, Guilherme Leal e outros verdes brasileiros, fortalecer a pressão da sociedade global por um novo modelo de desenvolvimento de baixo carbono.
07/12/2009 - 16h01
Um governo verde deve ir além dos velhos modelos "desenvolvimentistas". Em vez do tradicional PAC - Plano de Aceleração do Crescimento (que foca apenas em obras, sem planejamento sistêmico), devemos formular um PAS - Plano de Aceleração da Sustentabilidade. Precisamos trocar Crescimento Insustentável por Conhecimento Inovador e transformar PAC em Plano de Aceleração do Conhecimento - ou seja, um grande programa de difusão de conhecimento em rede, com inclusão digital e profissionalização para a nova economia sustentável. Uma reinvenção dos processos educativos, usando internet e novas tecnologias audiovisuais. O Brasil precisa se capacitar rapidamente para aproveitar as imensas oportunidades da emergente economia de baixo carbono.
Segue link para síntese visual da proposta que estamos aprofundando no Partido Verde: Plano de geração em massa de empregos verdes como eixo principal de uma nova Economia Sustentável.
http://www.pv.org.br/brasilsustentavel/
Sintetiza propostas de conversão de desperdícios em renda e considera um "Upsizing" das grandes cadeias produtivas (ampliando postos de trabalho, reformulando a matriz energética, recuperando recursos degradados e reduzindo a poluição - tudo simultaneamente, num processo econômico "ganha-ganha").
Proponho que seja uma das bases do programa "Brasil Sustentável" (um programa para debater nas eleições de 2010), traduzindo de forma simples a nossa proposta de Eco-desenvolvimento, onde as dimensões Social, Cultural e Econômica estão intrinsecamente ligadas com a dimensão Ambiental.
Nos próximos dias, em Copenhagen, vamos articular contatos e parcerias internacionais para consolidar estas ideias, trocar conhecimentos e buscar recursos de compensações de carbono para aplicar nestes planos. Na Dinamarca encontrarei Alfredo Sirkis, Gilberto Gil, Marina Silva, Marco Mroz e outros verdes do Brasil e do mundo. Hora de fortalecer uma rede verde planetária!
23/11/2009 - 08h13
20 anos depois: Marina Silva e Sérgio Xavier em árvore plantada em 1989, em homenagem a Chico Mendes
Neste sábado (21/11) recebemos Marina Silva no Recife. Numa época onde prevalece a interação virtual, foi emocionante e energizante ter uma resposta viva, real, presencial, da carta que enviei no início do ano convidando a senadora mais verde do mundo a ingressar no PV e ser nossa candidata a presidente em 2010 - veja a carta aqui: http://migre.me/4QCA
Entre os diversos eventos do dia, o que mais me marcou foi celebrar a memória de Chico Mendes, junto à árvore que plantamos em 1989, em sua homenagem, no Parque da Jaqueira. Naquele tempo, não imaginávamos que duas décadas depois colheríamos no mesmo local frutos em forma de novos sonhos e motivações para encarar desafios do presente que possam nos orgulhar novamente no futuro. Agora, 20 primaveras depois, além de plantar árvores é urgente construir um projeto de Brasil sustentável. E isso começa na nossa casa, em Pernambuco. Estamos prontos para encarar com Marina e os verdes este desafio.
Veja repercussão da visita: http://bit.ly/07bQkSy (TV Globo)
Veja video de 1989 - http://bit.ly/47ImdI
Veja video de 2009 - http://bit.ly/1xHwF4
Veja detalhes da visita de Marina ao Recife - http://bit.ly/6auUqS
15/11/2009 - 23h56
O Partido Verde de Pernambuco realizou encontro estadual neste sábado (14/11) e começou a preparar sua participação nas eleições de 2010.
Veja notícias:
http://bit.ly/3McM6
http://bit.ly/1izng7
http://bit.ly/2CHyS9
http://bit.ly/Vo2bG
Não queremos apenas votos, desejamos mudanças de atitude, priorizando ética, sustentabilidade e inclusão social produtiva. Estamos construindo um projeto de reciclagem civilizatória, do tamanho da humanidade. Algo muito além de uma eleição, onde a meta fundamental interessa a todos, sem exclusões. Pois é um projeto para o agora e o futuro. Para a espécie humana e todas as espécies. Para o Brasil e todos os países. Para cidadãs e cidadãos do presente e para os que ainda vão nascer. É um projeto de vida sustentável, que significa equilíbrio social, econômico e ambiental, simultâneo e estável, para todos.
Sérgio Xavier
02/08/2009 - 19h09
Na última quarta (29/7) reunimos com a senadora Marina Silva, em Brasília. Foi um encontro elevadíssimo, onde discutimos um projeto muito além de uma candidatura presidencial em 2010. Na essência, falamos de como a energia dos sonhos pode se transformar em força real de mudança no Brasil e no planeta.
Não tenho dúvidas de que estamos diante de uma oportunidade rara, onde a utopia pode motivar atitudes e gerar resultados concretos e imediatos. Sinto isso no ar.
Diversos aspectos da conjuntura nacional e internacional confluem para propiciar o surgimento de um novo modelo de desenvolvimento, agregando sustentabilidade e inclusão social produtiva. Aquecimento Global exigindo providências urgentes, um presidente americano falando em saídas verdes, a crise econômica requerendo novos paradigmas, a violência e pobreza atingindo níveis alarmantes, as sucessivas crises políticas provando que os antigos modelos se esgotaram...
O encontro teve grande repercussão entre os verdes de todo o Brasil. Há um sentimento de que algo novo desponta no cenário político, criando motivação e desejo consciente de participar. Em São Paulo já surge o movimento Vem Marina!
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14/07/2009 - 19h01
Segue link para síntese visual (uma página resumindo a ideia) da proposta que apresentei na ultima reunião da Executiva Nacional do Partido Verde: Plano de geração em massa de empregos verdes como eixo principal de uma nova Economia Sustentável.
Sintetiza propostas de conversão de desperdícios em renda e considera um "Upsizing" das grandes cadeias produtivas (ampliando postos de trabalho, reformulando a matriz energética, recuperando recursos degradados e reduzindo a poluição - simultaneamente, num processo econômico "ganha-ganha").
Acho que pode ser a base do nosso programa "Brasil Sustentável" (visando as eleições de 2010), traduzindo de forma simples a nossa proposta de Eco-desenvolvimento, possibilitando que as pessoas entendam que o PV não é apenas o partido das árvores, mas um projeto de Desenvolvimento Sustentável, onde as dimensões Social e Econômica estão intrinsecamente ligadas com a dimensão Ambiental.
http://www.pv.org.br/brasilsustentavel/