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Estádio Monumental remodelado para a final da Copa América

Buenos Aires – Quatro semanas depois de ter sido danificado durante a confusão que se seguiu ao rebaixamento da tradicional equipe do River Plate para a segunda divisão do futebol argentino, o estádio Monumental de Nuñes, o maior de Buenos Aires, vai receber neste domingo o jogo final da Copa América, 2011, entre Uruguai e Paraguai. Para sediar a partida em condições, foram gastos cerca de 5 milhões de dólares para recuperar as partes do estádio que precisavam de reparos.

Durante o tumulto, em 26 de junho, foram quebradas cadeiras e banheiros. Chegou a se especular que o estádio – que também sediou a final da Copa do Mundo de 1978 – não estaria em condições de receber a final de domingo e que a partida poderia ser transferida para a cidade de Córdoba.

Mas os trabalhos realizados nas últimas semanas foram suficientes, segundo o comitê organizador, para que a partida seja realizada mesmo em B


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18/07/2011 - 11h16

A derrota do time hype

La Plata - Um dos efeitos da antipatia desenvolvida contra Dunga, ex-treinador da seleção, foi o fato de se acreditar que tudo o que ele tinha feito era errado e que tudo o que fosse diferente dele seria bom. Dentro desse raciocínio simplista, Neymar e Ganso, preteridos na convocação de 2010, seriam naturalmente os salvadores do time a partir da queda de Dunga. Nada mais temerário do que atribuir a dois craques iniciantes na seleção o papel de jogadores decisivos. A história está cheia de exemplo de atletas que foram brilhantes em seus clubes e nunca se destacaram na seleção.
O fracasso na Copa América pode ter pelo menos o efeito de desmistificar essa grande armação em torno dos atletas do Santos. Ganso passou as quatro partidas apático, passeando em campo, sem cumprir seu papel de armação do time. Neymar, o mais midiático devido a sua imagem de moleque esperto, ciscou muito, foi mais efetivo, fez até gols contra o Equador mas não foi o jogador decisivo que parte da mídia esperava tanto.
O discurso da CBF de que o que interessa é 2014 é outra grande balela engolida por parte da mídia. Claro que tudo interessa, ninguém agüentaria ver um Brasil desmoralizado por resultados negativos entre 2010 e 2013 e esperar que esse time chegue com força para ganhar a copa em casa, em 2014. Os resultados têm de surgir muito antes, sob pena de uma crise muito maior no futebol brasileiro.

17/07/2011 - 09h04

O mito de Messi, de pulga a centopeia

Buenos Aires - Nesta época de fluxo constante de informações e publicidade, fortalecem-se os rótulos e nada mais forte do que o título de “o melhor jogador de futebol do mundo”. O rótulo pode acabar virando uma armadilha para o time que abriga o craque, como foi parcialmente o caso de Ronaldinho Gaúcho em 2006, na seleção brasileira.

Parece ser também o caso de Messi em 2011. Os argentinos ficam discutindo onde ele deveria atuar mais pela esquerda, pela direita, pelo meio, mais atrás, mais a frente. A verdade é que Messi está longe de ser um craque completo, daqueles que dava gosto de ver jogar, um atleta elegante como Falcão, decisivo como Ronaldo, oportunista como Romário, rápido e habilidoso como Tostão ou tudo isso junto como Rivelino, Pelé e Jairzinho (com o perdão da comparação desproporcional).

Messi é conhecido na Argentina como La Pulga e inicialmente eu pensei que isso se devia à sua incrível velocidade no passe, seu deslocamento rapidíssimo para outra parte do campo e um conseqüente passe ainda mais rápido para um companheiro, em geral muito bem colocado. Mas não. A pulga, esse inseto muito rápido, é também muito pequeno e é por isso que chamam Messi de pulga. Desde quando, em Rosário, começou a encantar os observadores, chamava a atenção o seu porte franzino.

Messi, como seus companheiros no mundo dos insetos, não é um jogador elegante. Anda e corre curvado como se carga sobre os ombros. Usa a camisa por fora, o que à sua figura um jeito relaxado. Quando corre, move as pernas com tanta velocidade que lembra o personagem Geraldão, do cartunista Glauco. Ou lembra o Papa-léguas do desenho animado da Warner, cujas pernas movem-se tão rápido que exigem um técnica de desenho específica para poder retratá-las. É o caso de Messi que as vezes parece uma veloz centopéia em campo.

Mas sua velocidade, se por um lado levanta a arquibancada, raramente resulta em algo produtivo quando joga pela Argentina.

Além disso, Messi nunca chega para concluir as

16/07/2011 - 14h25

Argentina esquece sua cultura na Copa América

Córdoba - A discussão sobre a projeção da imagem nacional que um país deseja projetar é antiga, complexa e controversa. O meio do futebol, por sua vez, nunca foi conhecido pela sofisticação estética no que diz respeito à cultura. Mesmo levando isso em conta, é curiosa a forma como a Argentina tenta passar sua imagem cultural para o mundo durante a Copa América: exibindo um lado internacional e cosmopolita e esquecendo suas raízes e características próprias.

Exigir exibições de tango seria realmente apelar para clichês já muito gastos. Não é isso do que se trata. Mas também não era preciso exagerar. A Argentina é rica em música popular, em canções políticas, e é o país de onde saíram nomes como Mercedes Sosa, Astor Piazzola, e onde vivem Charly Garcia e Fito Páez. Isso para ficar apenas na música. Há toda uma tradição folclórica muito viva na música e nos costumes que poderia ser bem explorada.

Mas o que tem sido mostrado passa longe disso. A festa de abertura da competição, por exemplo, no início do mês, esqueceu que se passava na Argentina. Preferiram investir no discurso das novidades tecnológicas - menos local impossível. No centro do estádio de La Plata colocaram bailarinos se movendo sob o efeito do chamado “mapping”, uma tecnologia que permite projeção sobre várias superfícies, dando vida aos espaços iluminados. Bonito no papel mas, na prática o espetáculo foi fraco e sem graça. Mais parecia um grupo de bailarinos vestidos de malha com luzes fluorescentes afixadas ao corpo.

Numa recepção em Santa Fé, para divulgar os atrativos culturais da região, o que se viu foi uma banda de jazz que poderia ser de qualquer parte do mundo, e uma exibição do carnaval da região, com tambores e passistas de fio dental e plumas, numa constrangedora semelhança com o carnaval do Brasil.

Em Córdoba, onde se repetiu uma festa destinada a exibir a Argentina, se falou muito das províncias mas a parte cultural foi um desfile de modelos usando shorts ao som de música techno

15/07/2011 - 15h01

Notícias recicladas

Córdoba - Antes da popularização da internet, entre os custos de uma cobertura de eventos internacionais estava o da transmissão das reportagens. Fosse para meios impressos (quando se utilizava telex e fax), rádio (que usava o telefone) ou TV (estas usavam os caríssimos satélites), os custos eram altos e forçavam os jornalistas a selecionar bem o que iam transmitir. Muita coisa ficava de fora. Havia uma seleção para decidir o que era importante. O ouvinte (telespectador ou leitor) recebia uma seleção do que realmente valia a pena saber.

Agora é o inverso. Os custos de transmissão são pequenos quando não irrelevantes (há outros custos pouco percebidos – ambientais, humanos, éticos - mas isso é outro assunto). Os canais ficam abertos 24 horas e haja assunto para preencher tanto espaço.

A Copa América, no momento acontecendo na Argentina, mais uma vez confirma esta tendência. Aqui estão algumas centenas de jornalistas procurando assunto. Como o acesso às verdadeiras notícias continua como antes (complicado e trabalhoso) sobra espaço para pouca notícia. Aí vale tudo.

Nos centros de imprensa, os jornalistas entrevistam os colegas do lado, sem nem perguntar que competência eles têm para responder às suas perguntas. Os do Brasil são especialmente requisitados para entrevistas pelos colegas latino-americanos.
No momento em que o laptop virou inseparável do trabalho jornalístico, todo mundo se acha conectado mas na verdade há uma grande distância das notícias verdadeiras, da apuração em primeira mão. A poucas notícias originais chegam pelas velhas fontes de sempre (as grandes empresas com estrutura de cobertura). O resto é notícia reciclada, misturada com comentários.

14/07/2011 - 15h07

Cidade dos cineclubes

Córdoba - Além dos cinemas localizados em shopping centers, Córdoba tem cinemas de rua e em galerias localizadas no centro. O que chama atenção, no entanto, é o grande número de cineclubes estabelecidos na cidade e com programação regular.

O mais importante deles, o Cineclub Municipal Hugo de Carril, tem uma extensa programação mensal com pelo menos duas sessões por dia (às vezes são até cinco sessões). A programação para o mês de julho inclui um festival de cinema norueguês, com projeção tradicional em película de 35 milímetros; a mostra “Shakespeare in Love”, que reúne muitos filmes baseados na obra do escritor inglês; um ciclo sobre o iraniano Jafar Panahi e outro sobre o norte-americano John Hughes. Além disso, a exibição completa da série de Alexander Kluge “Notícias da Antigüiade Ideológica - Marx- Eisenstein – O Capital”, com mais de nove horas de duração, dividida em seis partes.

13/07/2011 - 23h40

De olho em Neymar

Córdoba - Sempre cobrado nas entrevistas coletivas sobre as instruções que passa aos jogadores mais visados na seleção brasileira, o técnico Mano Menezes foi questionado em Córdoba sobre as instruções que dava a Neymar na beira do campo durante a vitória contra o Equador.

“Não foram reclamações”, afirmou Mano. “Ele foi orientado. Voltou a marcar, é importante ele assumir essa condição. Ele sabe que pode crescer na Copa América e é isso que queremos”, disse o treinador sobre o polêmico atacante brasileiro. Discreto e ao seu modo, Mano demonstra que tem um cuidado especial em controlar a fera do Santos dentro da seleção.

13/07/2011 - 23h39

Brasil vence com altos e baixos

Córdoba - A seleção brasileira alternou altos e baixos no jogo desta quarta-feira contra o Equador que terminou com a vitória por 4 a 2. A defesa continuou confusa e às vezes irreconhecivelmente insegura para afastar jogadas fáceis. Júlio César falhou no primeiro gol. Ganso continuou apagado. Robinho também.

Mas as decidas de Maicon em velocidade e com seu conhecido vigor físico, as tabelas com Neymar e o despertar de Pato, até que enfim, deram ao futebol do Brasil alguns lampejos do tipo de jogo que a gente deseja ver sempre. Agressividade, talento e rapidez em função de gols que precisavam e acabaram sendo feitos. As alterações de Mano Menezes foram desconcertantes, como tem sido comum. No momento em que Pato começava a abafar e poderia até fazer mais gols, foi substituído.

13/07/2011 - 15h05

País do rugby

Córdoba - No país de Messi, Tevez e Agüero, há um outro esporte que desperta as atenções dos argentinos. É o rugby com seus atletas marrudos em shortinhos apertados e camisas listradas.

A nova temporada mereceu até um caderno especial nesta quarta-feira no jornal “La voz del interior”, o maior de Córdoba.

Entre os times que disputam esta temporada, nomes como os Las Hormigas (As formigas) e Los Zorros.

09/07/2011 - 23h55

Fred diz que quer jogar e fazer mais gols

Córdoba – O atacante Fred, que salvou o Brasil de uma derrota ao empatar a partida contra o Paraguai faltando um minuto para o fim disse que o gol lhe dá confiança. “O objetivo é jogar, entrar e fazer os gols”.

Diante das recentes atuações apagadas de Alexandre Pato, que parece gordo, pesado e apático, não será de surpreender se começara a aumentar a pressão pela escalação de Fred como titular. Recentemente, Fred já havia sido o autor de um gol no amistoso contra a Romênia, na despedida de Ronaldo Fenômeno em São Paulo.

O atacante acha que o time “está procurando criar uma identidade”. Ele afirma que é natural que seja “um processo um pouco lento”.

09/07/2011 - 23h44

Torcida brasileira perde feio para a paraguaia

Córdoba - Oitenta por cento do estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, foi ocupado pela torcida paraguaia que fez um bonito espetáculo em azul branco e vermelho. Ao contrário dos argentinos que cantam e pulam o tempo todo, os paraguaios são muito mais contidos.

E os brasileiros, mais uma vez ficaram restritos a uma pequena torcida de alto poder aquisitivo que viaja para incentivar o time fora do país. É como se, em um país imenso como o Brasil, torcer pela seleção fosse uma coisa secundária no futebol.

Pode-se argumentar que o Paraguai fica ali na fronteira e uma viagem de Assunção até Córdoba leva apenas umas 15 horas de ônibus. Mas... espera aí. Os estados brasileiros que fazem fronteira com a Argentina poderiam mandar muita torcida para encher os estádios no país vizinho. A distância é, em alguns casos até menor do que do Paraguai.

O Paraguai tem pouco mais de seis milhões de habitantes. Apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm mais gente do que isso. Com um pouco de esforço, os brasileiros poderiam ter equilibrado o jogo nas arquibancadas. Mas mais uma vez venceu a torcida adversária.

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