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27/01/2010 - 19h38

O mistério da fruta-carro

Iracema Rodrigues
Fotografia ilustrativa

Como fora ele parar ali? Quem o colocou e com que objetivo? Não havia quem respondesse a essas perguntas. Ao redor, apenas o canavial sem fim. Nenhuma linha a respeito saíra nos jornais do Recife, nos últimos dias. Um verdadeiro mistério. O mistério da fruta-carro.
Resolvi fazer uma brincadeira com vocês que lêem esse blog. A partir do espaço para comentários, imaginarei uma cena que seja o ponto de partida de um conto policial. Quem quiser vai acrescentando, pegando a “deixa” do outro, mas tentando construir uma história plausível. Até alguém, com a massa de texto madura para o desfecho, tentar explicar o aconteceu. Vamos experimentar?
Homero FonsecaHomero Fonseca

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23 comentários

  1. FERNANDO FARIAS comentou:

    Fernando Farias

    Sentiu o cano do revólver na nuca. Ajoelhado diante de uma árvore, as mãos amarradas nas costas, vendo a carcaça de um carro pendurada, balançando. A lua cheia e os faróis do carro preto iluminavam a cena, sentiu o cheiro dos cajueiros misturados com o de sangue a carne podre. Havia sandálias sujas se sangue e percebeu que havia corpos espalhados. O homem mais alto se aproximou com o sorriso e revólver apontado para a testa, perguntou:
    - Descubra este mistério. Como é que o resto desse carro foi parar em cima desta árvore?
    - Tenha cuidado com a sua resposta, falou o homem mais novo, vinte e duas pessoas antes de você responderam que esta carcaça foi colocada pelos moleques, como uma brincadeira. Não vale esta resposta. Eles já estão mortos.
    Lá estava o homem ajoelhado com três revólveres apontados para sua cabeça e um mistério balançando à sua frente. Decifra-me ou te mato. O cheiro dos cajus era forte e a lua cheia estava bela.
    A vítima ainda pensou em ficar em silêncio ou simplesmente dizer que nada sabia. Engoliu o choro. Por certo não seria uma solução calar-se. Mas admitiu que esti-vesse realmente diante de um enigma. Como podia aquele velho carro ter ido parar naquela árvore?
    - Responda. Vou começar a contar até 10. Carros não nascem em árvores. Nin-guém colocou isso aqui. Não caiu dos céus. Como você acha que isso aconteceu?
    Instinto de sobrevivência. Ou sair correndo no canavial ou decifrar o mistério. Nos contos policiais a resposta sempre era a mais simples. Observou que realmente os homens não sabiam a resposta e o pior era que qualquer que fosse sua opinião não deixaria os sequestradores satisfeitos. Não tinha solução. Lamentou a viagem terminar ali, entre outros cadáveres e o cheiro de caju.
    - Caju! A resposta é o caju.
    - Que caju? De que você está falando? Está delirando?
    - Sim esta é a solução. Certa vez em São José da Coroa Grande fiquei curioso em saber como é que eles vendem cachaça de cabeça com cajus gr

    Comentário publicado dia 02/02/2010, às 21:40
  2. Luiz Arraes comentou:

    Já dizia Vitorino Freire:Jabuti não sobe em árvore sózinho.Se lá encontraes algum,alguém o colocou.Com os carros é diferente,me explicou um renomado físico especializado em neurociencias.Com a multilicação excessiva e não desejada dos automóveis,um fenômeno novo vem sendo observado no mundo inteiro.Carros abandonaos em perfeito estado,sem dono nem explicaçaõ,carros boiando na correnteza de um rio às vistas de todos-são á inúmeros os relatos-,carros nas estradas sem ninguém a guiá-los..Todos estes fenômenos já foram bservados.Não há ainda explicaçãopara al fenômeno.
    Em São José da Coroa Grande,no entanto, foi observado o primeiro suicídio por enforcamente de um veículo.Assim,como Sobral entrou para a história da ciência com a teoria da elatividade,São José da Coroa Grande vai ter seu lugar nesta história.Os peritos,alagoanos-não foi Sanguinetti- e pernambucanos foram categóricos:trata-se de um suicídio.
    A única explicação ´de natureza filósofica e especulativa:as máquinas cansaram.Queremos a explicação científica.Esta eterna mania dos homens de querer explicação para tudo,quando própria vida carece de uma!

    Comentário publicado dia 02/02/2010, às 08:29
  3. Gerusa Leal comentou:

    Tivera de descolar uma carona com o primeiro com quem conseguiu trocar duas palavras.
    - Até São José da Coroa Grande. Pode ser?
    Já havia passado das vinte e duas horas. O boteco onde comera um sanduíche e tomara uma cerveja era o único sinal de civilização por ali. A ponte que a enxurrada levara impedira que o reboque chegasse. O jeito fora deixar o carro enguiçado para trás.
    - O senhor deu sorte. É meu caminho.
    A visibilidade era precária. Nem mesmo um único poste de luz por extensos trechos do trajeto, só uma espécie de luminosidade difusa oscilando na cortina de chuva que o vento ondulava à frente do para-brisas da caminhonete negra.
    Alguns casebres de taipa, cobertos com palhas de coqueiro, eram materializados, de tempos em tempos, pelos relâmpagos que se sucediam. Os vidros com películas pareciam deixar a quilômetros de distância a paisagem que passava pela janela.
    Um candeeiro de querosene desenhava a silhueta de alguém na janela da habitação, um cachorro passava correndo, buscando abrigo. Um pião solitário girava no terreiro.
    Foi aí que se deu conta de onde conhecia os três homens que o acompanhavam no veículo. Por um momento, sentiu-se menino outra vez, e embora ainda faltasse muito para chegar a São José, um odor inconfundível lhe impregnou-lhe as narinas, imaginou ouvir as vozes familiares; levantou a cabeça e olhou com inquietação para o rosto do motorista, reconhecendo-lhe o perfil.
    Passara toda a meninice em São José da Coroa Grande, o mar sempre fora sua paixão: esperar os pescadores voltando e descarregando as redes na areia, pegar jacaré nas ondas, homens bebendo cachaça em tamboretes já bem gastos, vendedores de amendoim e outras guloseimas, bares onde se jogava sinuca, se comia agulha frita e se bebia cerveja, a casa das moças, que sempre brincavam com ele quando passava chutando a bola até chegar no campinho, as moças que faziam dona Mariana se sentir tão infeliz depois que seu Amaro voltava altas horas cheirando perfume barato.
    Natura

    Comentário publicado dia 30/01/2010, às 23:52
  4. Cida Pedrosa comentou:

    Fazia mais de uma hora que tinham deixado Recife. Lembrou-se que não havia jantado e nem comido nada desde o almoço. A barriga embrulhava. Não sabia se era fome ou náusea. Já havia lido sobre isso. O medo quando grande provoca náusea. Ele estava apavorado. O homem ao seu lado mantinha o revolver junto de suas costelas. Tão frio. Tão sereno. Tão só e próximo da morte. Ouviu o barulho do vidro automático baixando. Sentiu o ar fresco, o cheiro de cana queimada e de vinhoto. Isso lhe trouxe a lembrança do tempo em que trabalhou na Usina Barreiros. Agora tinha certeza. Estavam viajando pela zona da mata. Para onde...

    Comentário publicado dia 30/01/2010, às 21:30
  5. Maria da Paz Ribeiro Dantas comentou:

    A coisa desafiava as leis da verossimilhança. E era verdade.Estava ali, escancarada à vista de todos que por ali passassem.Para quem quisesse ver. De tão agressiva, permite a hipótese de que se tratava de um troféu de vingança, exposto para execração do público.

    Mas tudo não passa de conjectura; depende da fantasia de cada um.Quem sabe o autor do delito seria alguém entediado com com a pseudo espetacularização global,que de repente decide interferir no real para simpesmente testar até que ponto o "fantástico" funcioma como apelo.
    Quem sabe ?

    Comentário publicado dia 30/01/2010, às 17:35
  6. francisco nazario de freitas comentou:

    um dos homens com sotaque meio sulista liga o rádio do carro e nervosamente ponhe-se a procurar por uma canção que o acalmasse e girava o dial rapidamente nada o satisfazia, isso o deixava mais nervoso até que gostou de uma canção que falava de deus, mas logo foi interpelado pelo motorista:
    - e deus existe? acrescentando:
    -esses caras só querem nos ferrar.
    e um som brega tomou conta de todo carro;indiferente a tudo o homem ainda encapuzado e aflito repensava nos seus últimos atos para montar algo factível,para desvendar tal ação.

    Comentário publicado dia 30/01/2010, às 00:31
  7. Wilame Jansen comentou:

    O telefone toca às 21:30 de um domingo chuvoso.
    - Alô, é geraldo?
    - Sim, é ele, fala.
    - Geral, é Firmino. Faz meia hora que tento o seu celular. Só agora consegui esse telefone fixo.
    - Fala, Firmino.
    - Cara, roubaram meu carro. Uma caminhoneta cabine dupla, preta, película preta nos vidros, comprada há um mês, semi-nova. Estou aqui num bar na praça de Casa Forte. Daqui ouvimos quando cantaram pneus e se mandaram. Queria uma orientação sua, que é do ramo: o que eu faço, meu amigo.
    - Pelo tipo de carro, é bronca pesada. Ligue para a seguradora e me passe um e-mail com seu nome completo, endereço, identidade e CPF, deixe o resto comigo. Agora, diga-me a placa.
    - KGD 3366, do Recife.
    - Mais alguma informação, alguém viu?
    - Nada importante, mas o flanelinha disse que os dois que entraram pelas portas da direita usavam botas de cano longo, ele falou coturno. Não deu pra ver o outro que entrava pela porta da direção.
    - Porra! Isso só confirma que é bronca grande, cara. Deixe comigo, vou avisar às unidades urbanas e aos postos rodoviários e rondas das BRs e PEs que saem do Recife. Amanhã tomarei outras providências, fiquei interessado no caso mais do que você pensa. Aguarde que entrarei em contacto com você.
    - Obrigado, amigão, é por isso que te chamam de Geraldo Scherlok. Se vocE quizer pode prometer uma gratificação.
    - Positivo, até amanhã.
    - Se Deus quizer.

    Comentário publicado dia 29/01/2010, às 21:35
  8. Lourdes comentou:

    O rpaz, jovem ainda, atravessou distraido o hall do aeroporto, depois de u ma massada para apanhar sua mala que passeiava na esteira rolante junto com tantas outras semelhantes (se não tivermos cuidado corremos o risco de levarmos, por engano a de outro passageiro), e distraido, pensando ainda em sua estada no Rio, no Corcovado, Pão de Açucar... e Vila Isabel?! como esquecer aquelas calçadas, transformadas em pautas musicais, partituras de Noel eternizadas nos passeios públicos...e assim, elucubrando nos pensamentos toda a beleza daquela cidade foi, automaticamente, apanhar um táxi. Que táxi? De repente se sentiu manietado e asfixiado com um pano imundo. Quis ver para entender o que estava se passando, mas não deu tempo. Sentiu umas mãos grosseiras, uma tira de plástico que lhe vedou os olhos e lhe dificultava a respiração; a seguir se sentiu jogado num vão e ouviu o estalar da maçaneta de uma porta. Sua cabeça batia de encontro a alguma coisa rija; não podia se mexer porque ali dentro havia muitas coisas que se chocavam e lhe batiam. Procurou respirar, profundamente, e raciocinar. Pressentiu mais do que percebeu que estava na mala de um carro e que este desenvolvia uns duzentos Kms /h. Inerte e inerme quis vislumbrar uma saída, mas constatou que estava sendo vítima de um seqüestro. Por que, por quem e o que desejavam? Essas perguntas eram tudo que seus pensamentos lhe diziam e ficavam martelando nos seus miolos...
    Não saberia dizer se dormira, desmaiara ou ficara em estado cataléptico, apenas sentiu seu corpo ser maltratado por objetos de ferro, madeira, arames (?).Um barulho e um impacto violentos o despertaram e o carro, literalmente, alçou vôo e foi cair, balançando de um lado para outro, nos galhos altos de uma árvore. Não ouviu gritos nem gemidos. Sentia, contudo, vez por outra, uma oscilação. E ali ficou a espera de quê alguém percebesse “o fruto” na arvore e que na verdade foi o impacto de uma escavadeira que perdeu o rumo e jogou para o alto o

    Comentário publicado dia 29/01/2010, às 17:45
  9. Telma Figueiredo comentou:

    Só podia ser trama da mulher. Ciumenta, possessiva, jurou pegar-me em flagrante. Você verá, aguarde, enfatizou, com olhos de pura vingança, na hora em que tentei despedir-me. Imaginou que a viagem seria para encontrar-me com outra, na verdade uma viagem de negócios. Quando Sara disse eu vou também, gelei. Não, pelo amor de Deus, minha mulher está desconfiada. Deve ter sido isso, ela soube. Estou perdido.

    Comentário publicado dia 29/01/2010, às 13:34
  10. Everton Lino comentou:

    Era o início de mais uma era de preocupações, não sabia quanto tempo ia levar, semanas ou meses, até que arranjasse uma solução para o problema. Mas o que fazer quando se ama e não é correspondido? Segundo Fagner(cantor e compositor) "o amor deixa marcas que não da pra apagar". Ele havia cometido o pecado da ingratidão, mas também o homem tem muito disso, por causa daquele antigo instinto primitivo, acasalar, procriar, coisa que para o homem não precisa envolver amor, numa relação claro. E foi justamente o que aconteceu com os dois, ela o idolatrou de mais, talvez por ser o seu primeiro homem, enquanto que para o rapaz nada mais havia entre eles do que uma amizade verdadeira de amigo, porém com sexo, o grande problema, o que fez confudir as coisas. A amizade deles era muito bonita, chegava até dar inveja a outras pessoas, não era limitada a espaço nem a tempo. Só não sabia os dois que mais na frente esse companheirismo todo iria acabar. As coisa foram tomando um rumo diferente, primeiro ele saiu da empresa onde os dois trabalhavam e ela continuou. Mas o mais interessante foi que ela não aceitou o fato dele deixá-la só e não querer ter mais um caso. Foi quando o amor exagerado deixou a razão de lado e foi tomado pela emoção, é quando você está prestes a perder e usa a última carta da manga. O golpe da barriga foi o jeito encontrado por ela para segurá-lo em suas mãos, foram ameaças, dúvidas e incertezas que passaram pela cabeça dele, noites mal dormidas entre outras coisas desse tipo. Até que então ele, um Gentleman, Expert, separou as coisa, emoção e razão, pensou estrategicamente, "não posso me desesperar, tenho que entrar no jogo dela, e assim conseguir trazê-la pro meu lado", encenando perfeitamente e definindo o que seria o final feliz para ele.

    Comentário publicado dia 29/01/2010, às 13:24
  11. Andrea Porto comentou:

    Lembranças afloraram naquele instante,a vida atribulada nunca permitiu que desse valor as pequeninas coisas que a vida proporciona.O simples piar do passarinho era a confirmação que ainda estava vivo, não importava em que circunstâncias. A visão do carro pendurado e emoldurado pela janela, parecia uma obra surrealista e imediatamente associou a cena a um futuro bem próximo, com certeza o próximo adorno daquela estranha árvore seria ele.O responsável por aquela macabra criação estaria mandando mensagem para quem? Aquela árvore, aquele carro, era apenas o início de uma intricada rede de acontecimentos que começava e seu criador estava perto de incluir mais um adorno, meu corpo dependurado igual a um Judas. Nesse momento, a porta do quarto abre e uma estonteante mulher entra e senta da única cadeira existente.Sacode os longos e negros cabelos e parte do que deve ter sido um belo rosto aparece, deformado cheio de cicatrizes. Fico assustado e curioso com aquela aparição. Então a mulher me fixa com grandes olhos negros belos mas carregados de ódio e dor. Seu rosto volta-se para a árvore e sua voz soa rouca quase inaudível pergunta: Lembras de mim?

    Comentário publicado dia 29/01/2010, às 11:28
  12. Ésio Rafael comentou:

    Muitas e muitas vezes superior, e alguma semelhança com a história da paixão de "Dante", ela também, nunca jamais o tinha visto. Aluna do Colégio das Freiras, percorria o mesmo caminho todo fim de tarde do ano letivo. Num lugar escolhido, lá estava ele, todos os dias da semana, a "corujar" o seu objeto de desejo. Ela passava sem nada perceber. A prancheta colada aos mamilos abençoados, "dois sapotis maduros", de passinhos curtos, tímidos, juvenil. Pernas brancas, um pouco roseadas, protegidas por meias macias. Ele, envergonhado a seguia, de longa distância, até que a "Santa" adentrasse em sua casa que passava do final da rua, quase no mato. Depois de ouvir comentários sobre a data do aniversário dela, ele juntou todas as economias, dobrou a labuta, contraiu dívidas. Daí, mandou confeccionar a maquete de um "Fusca bola", de cor preta, garboso, tamanho normal. O famoso, carro de mensagem: pisca-pisca, bolas de oxigênio, luzes pra todos os lados. Sobe no ponto mais alto de um pé de catigueira, em frente da casa dela e amarra o Fusca. Seis horas da matina, Beatriz vai à porta do oitão, ainda de baby-doll vermelho, sem entender a voz do "Barão das Àrvores" sussurando o seu nome, na medida em que rodava a música, que diz: ... borboletas sempre voltam, e o seu jardim sou eu( Víctor e Léo).

    Comentário publicado dia 29/01/2010, às 11:17
  13. Pedrinho Fonseca comentou:

    Amém é o cacete. Estava entorpecido, só pode. Pensamentos sem nexo, fazenda, pau, jovem, matagal, deus. Nada disso existe. Desconexo de si próprio, inspirou como quem procura algo além de oxigênio. Tentou reviver cada curva tortuosa. Aeroporto, desembarque, faixa de pedestres, camionete, botas brilhosas, pancada. E agora, aqui, puta que o pariu, o que esses caras querem comigo. Meu passado militar, inimigos políticos da universidade, desentendimento familiar, minha ex-mulher. Cacete. Célia. Isso tem o perfume de vingança. Teve náuseas. Vomitou. Um dos sequestradores olha com desdém, a moça está vomitando, diz aos outros, que gargalham como só os maus o fazem. Isso é coisa dela e esses caras vão me matar. Vagabunda. Célia.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 23:04
  14. David Guerra comentou:

    De acordo com testemunhas locais, o veiculo caiu naquela arvore depois que os cabos de aço que o sustentavam presa a um helicoptero romperam-se, logo após o ocorrido a aeronave pousou bem próximo para poder resgatar um dos ocupantes os outros depois de trocar tiros fugiram mata a dentro.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 22:22
  15. evandro de paiva barbosa comentou:

    Tinha 15 anos e fui com uma jovem para o motel matagal, porém de repente apareceu o Dona da Fazenda e as duas filhas.

    Quase morri de medo, pois a camisinha caiu e o pinto sumiu do planeta. Loucura até dizer basta.

    Deus me livre de outra desta. Amém.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 21:00
  16. Chico de Assis comentou:

    Uma preocupação incômoda lhe atravessa a mente. Havia sido militar. E na ativa, cometido alguns pecados, ao lado dos duros do regime que dominara o pais, durante 21 anos. Poderia estar sendo alvo de alguma vingança, planejada por amigos ou parentes das vítimas que à epoca ele perseguira a ferro e fogo. Mas isso fora há tanto tempo, pensa. Ele até já dera algumas declarações contrárias às práticas daquele periodo, dispondo-se inclusive a prestar esclarecimentos, quando necessário. Seu pensamento congelou ai. Estava em curso uma grande campanha para apurar as responsabilidades e punir os autores de crimes de tortura, considerados de lesa-humanidade. Sua postura, até certo ponto democrática, quando questionado a respeito, poderia ter gerado temores e dai ao sequestro era um pulo - muito fácil de ser dado pela paranóia anticomunista, ainda reinante nos tais meios militares de que se trata. Havia entre eles uma expressão muito comum para configurar o que poderia estar ocorrendo: queima de arquivo! Deus, seria isso? Olha aterrorizado seus impassiveis companheiros de viagem, enquanto percebe apenas que o carro em disparada toma a direçao das praias do litoral sul de Pernambuco.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 20:29
  17. Rinaldo de Fernandes comentou:

    Um dos sequestradores, na hora em que a camionete desceu da pista e rolou pela estrada esburacada, pôs a mão pesada sobre o homem, forçando-o a meter a cabeça debaixo do banco. Então o homem não viu mais nada – mesmo porque os vidros escuros da camionete o impediam de ver qualquer coisa mais nítida, apenas as botas brilhosas do seqüestrador que vinha de seu lado. Jogaram-no, na madrugada, num quarto cheirando a urina, amarraram-lhe pernas e pescoço, puseram-lhe uma fita grossa na boca. Na manhã seguinte, ao despertar, ainda todo amarrado, e com o cheiro ainda mais vivo de urina, viu pela pequena janela entreaberta do quarto uma cena que o estranhou. No alto da rampa, um carro dependurado numa árvore. Um carro dependurado numa árvore? O homem, virando de lado para aplacar a dor terrível da corda passando-lhe no pescoço, começou a chorar. Um choro tão forte que um passarinho lá fora, de repente, passou a piar.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 19:33
  18. Everton Lino comentou:

    Antes do grande susto, ouve-se um outro barulho, um celular estava tocando, era o seu pai avisando sobre os cuidados que deviam ser tomados ao andar só pela rua. Ultimamente ele havia recebido telefonemas e menssagens anônimas com ameças, por isso ele ligou para alertá-lo. Apesar da viagem já programada seu pai havia percibo, pelo ton de voz ao telefone, que ele estava um pouco triste e endagou uma pergunta sobre o que estava acontecendo. Sem muito o que falar da vida pessoal e principalmente amorosa ele respondeu ao pai que nada havia de errado, mentindo claro. Porém o pai já sabia que esperava uma resposta simples bastante objetiva, pois sabia que seu filho era muito orgulhoso e um pouco fechado para esse tipo de conversa. O motivo pelo qual andava triste era o fato de um de seus melhores amigos estar namorando a garota de quem ele tanto gostava. Ele considerava muito seus amigos por isso ninguém sabia o motivo pelo qual andava triste, chegava até tentar impressionar a garota com suas brincadeiras e histórias chamando a atenção dela para si, mas nada que deixasse a desejar.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 17:50
  19. WALCY CLETO comentou:

    Na frente do aeroporto fica na cabeça das pessoas só a lembrança da cena, ninguém conseguiu anotar placa do veículo e nem muito menos decorar as vestes dos meliantes, e quanto as características físicas tampouco. Foi tudo muito rápido.
    A polícia chamada para o local não obteve êxito nas investigações, pois ninguém sabia de nada. Porém como deve ser, o aeroporto dispunha de sistema eletrônico de segurança, com monitoramento por cameras, tanto nas áreas internas, quanto nas externas. O delegado solicitou ao gestor de segurança do aeroporto as cópias da filmagens, o qual foi atendido com presteza. Para espanto de todos, nas filmagens, no respectivo horário, não havia registro de nada relativo ao ocorrido. Quando mais tarde o delegado recebeu a lista de passageiros daquele voo, em que haveria a possível vítima, não encontrou registros realtivo a suposta vítima. Depara-se o delegado com a informação de que a possível vítima teria ficado no aeroporto de Salvador/BA devido a problemas de saúde, não prosseguindo a viagem até Recife/PE.
    Continuando as investigações e intrigados os policiais e delegado averiguam a localização da possível vítima e chegam até falar com ela por telefone.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 16:45
  20. REJANE PEREIRA comentou:

    O medo tomava conta, não sabia o que pensar, o que fazer nessa situação? Só sabemos a sensação de esta coagido, quando vivenciamos. Mil coisas passam pela cabeça, uma delas marca muito, tanto que chega a doer no peito " se eu morrer o que vai ser da minha familia" Essa premissa, já era algo desesperador, uma vez que eles já estavam seguindo sem parar durante 1 hora. Não tinha ideia de onde estava, pois passava o tempo todo vendado, depois de uns 20 minutos em uma estrada repleta de buracos, pararam o carro, então veio na mente daquele pobre pai de familia, uma noite maravilhosa que teve com a vizinha casada que mora no andar de cima. Dai pensou "está explicado".

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 16:13
  21. Cássio Cavalcante comentou:

    Talvez ainda atordoado pela viagem de avião, nunca gostou de avião, preferia mil vezes ter viajado de carro. Mas a distancia, a idade e a urgencia não permitia nunca tal aventura. Alguma coisa estava errada, sabia que conhecia um daqueles homens, talvez pela voz, o comportamento. Quando um dos homens falou:
    - Para São José da Coroa Grande. Aquela fala foi como um murro no estomago, a sua familia estava lá.

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 16:02
  22. Paulo Paiva comentou:

    O homem olha para os assaltantes. Só pode ser um sequestro relâmpago, pensa. Mas ladrões desse tipo não têm automovel. Assaltam alguém que esteja no próprio veículo. Tem que manter a calma e não deixar que sintam que está apavorado. Que querem? Devem estar lhe confundindo com alguém. Não tem dinheiro, nem importância. Estava vindo de São Paulo onde fora a uma entrevista numa empresa de Planos de Saúde que pretendia se expandir para o Nordeste. Enviara uma carta, informando que havia se aposentado recentemente como militar. Entendia de administração geral e se oferecia para gerenciar a empresa no Recife. Estava de paletó e gravata porque saira da entrevista diretamente para o aeroporto. Perguntou aos caras o que queriam, mas o mais velho mandou que se calasse e ficasse quieto. O que queriam com ele, pensou mais uma vez ?

    Comentário publicado dia 28/01/2010, às 09:15
  23. HOMERO FONSECA comentou:

    CENA 1

    São 22 de horas de um domingo chuvoso. Em frente ao terminal de desembarque de uma das companhias de aviação no Aeroporto Internacional dos Guararapes, apesar da placa ostensiva de É proibido estacionar, uma camionete negra está parada, com as luzes apagadas. Os vidros com películas escuras impedem reconhecer quem são os passageiros. Mas dá para perceber que há três homens no veículo: um ao volante, outro no banco do lado e um terceiro atrás.
    Nesse momento, as portas automáticas de vidro do saguão do aeroporto se abrem e um homem de paletó e gravata cruza-as, arrastando uma pequena mala sobre rodas e trazendo a tira-colo uma mochila, dessas que carregam um computador portátil.
    Quando o homem se posta à beira da calçada, possivelmente para acenar para um dos táxis estacionados um pouco atrás, a camionete dá partida, ainda com as luzes apagadas, freia bruscamente ao lado do desconhecido recém-desembarcado, os dois passageiros descem apressadamente e, revólveres em punho, obrigam a vítima atônita a entrar no veículo. Os outros dois pulam atrás, fecham as portas com estrondo e a camioneta arranca, cantando os pneus.

    Comentário publicado dia 27/01/2010, às 19:43
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