Foto: Ana Fonseca
  • DataPernambuco, 23 de Março de 2017
  • AumentarDiminuirNormal

A pulsação da passarela (Carnaval de Sampa II)

08 de Março de 2017 às 22:48
Homero Fonseca

Foto: Homero Fonseca Zoom
Horas antes do início do desfile: confusão organizada

 00:45h — Segunda-feira de Carnaval. Chegamos ao Anhembi, ao lado de Carlão, antigo tocador de surdo na bateria da Colorados do Brás, hoje um dos diretores de harmonia da escola, que nos serviu gentilmente de guia e nos levou à concentração do desfile. No alvoroço das ordens e contra-ordens, fomos os únicos passageiros de um dos 40 ônibus à disposição do pessoal, transformado numa limusine exclusiva.

No grande pátio, carros alegóricos de quatro escolas de samba (a X-9, que havia iniciado o seu desfile; a Imperador, que nos precederia, Colorado e Pérola Negra, que nos seguiria) formavam um emaranhado de alegorias fellinianas. Guindastes e empilhadeiras-ascensores moviam-se para lá e pra cá, elevando gente fantasiada a alturas de até 10 metros. Alguns carros ainda recebiam retoques, noutros os figurantes já estavam a postos, alguns encarapitados em pequenas plataformas no topo, aguardando quietos os minutos ou horas que restavam para entrar na passarela propriamente dita. No nosso caso, o desfile estava previsto para as 3 da manhã.

Indicam-nos onde desfilaremos: o carro abre-alas, representando um circo estilizado. Nosso lugar será o picadeiro, no primeiro piso, imprensado (o que trará uma vantagem e uma desvantagem, como veremos) entre duas gigantescas cabeças de arautos a soprar compridíssimas cornetas douradas. Tudo vertiginosamente colorido. De um lado e de outro, agrupam-se palhaços adultos em pequenas plataformas e, mais para dentro, sobre vários pula-pulas, buliçosos palhacinhos. Numas torres, nos andares superiores, dançarinas de maiô com o corpo todo pintado de cores esfuziantes. Aparece um fiscal e decreta que as sapatilhas vermelhas de Iracema e meus possantes Crocs estão muito pouco carnavalescos e providencia umas flores de pano coloridas e cola de sapateiro para enfeitá-los.

Conversávamos, eu e Iracema, com Mary, uma rainha afro-baiana fantasiada de retirante, quando um sujeito me trouxe o recado: “umas moças ali estão lhe chamando”. Eram coristas do carro do cinema e lá fui todo prosa. “Você não é o autor do livro?”, indaga uma. “Fui eu quem costurou seu paletó”, mente outra. Aperto a mão de todas e me retiro, sob aplausos, após a declaração bajulatória: “Era nesse carro que eu queria desfilar”. Lá de longe, ainda conversando com Mary, Iracema não tirava os olhos da cena.

Foto: Divulgação Colorado do Brás Zoom
Ise e Mateus, porta-bandeira e mestre-sala mirins

 Então fomos içados por um ascensor, juntamente com os personagens com quem dividiremos o picadeiro: um casal de porta-bandeira e mestre-sala mirins, Mateus, de uns 10 anos, e Ise, de uns sete. Ele, de calças e fraque brancos e dourados e uma cartola prateada, ela de vestidinho branco e vermelho, segurando uma bandeira da escola, um pouco grande demais para seu tamanho. Vou dar uma espiada no carro, para tentar descobrir como é sua propulsão, esgueirando-me entre várias meninas de malha penduradas numas argolas. Mateus me segue. Atrás, ao rés do chão, uma dúzia de operários de macacões azuis: são eles o motor da geringonça. E esse carrinho acoplado aí atrás?, pergunto. É o gerador para iluminar as alegorias, me explicam. E por sua vez, vendo minha fantasia berrante, perguntam quem eu sou. “O apresentador do circo” — respondo, como me ensinara o carnavalesco Leonardo Catta Preta. Mateus me corrige de pronto: “O apresentador sou eu!”. “Ah, é? E eu, sou quem? — contra-ataco. “O senhor é o escritor” — encerra a pendenga Mateus.

Chegou a hora! Já eram 4 da matina quando o locutor anuncia: Colorado do Brás. O presidente Ká faz um discurso, a bateria dispara o samba-enredo, um frenesi visível percorre a multidão perfilada. A escola adentra o sambódromo na cadência bonita do samba. A bateria posiciona-se num vão, ao lado — à frente três bailarinas exibem uma saúde admirável — enquanto passa a comissão de frente, a primeira ala e nosso carro abre-alas. Mil e trezentas vozes entoam em uníssono: “SERTANEJO, ARRETADO CORAÇÃO / TRAZ A FORÇA E A BRAVURA DESTE CHÃO / E FAZ A FESTA, NA COLORADO DO BRÁS / É MUITO BOM, É BOM DEMAIS!” Impossível não se arrepiar nessa hora.

Foto:colaborador anônimo Zoom
Sambando devidamente apoiados numa bengala fixa

 Nosso picadeiro é meio escondido pelas cabeçorras dos arautos. A desvantagem, logo percebi, é que os poucos amigos que estarão acordados, no Recife, quase não poderão nos ver, exceto nas tomadas frontais da TV Brasil; a vantagem, descobri depois vendo o VT, é que a quase invisibilidade me poupou de um vexame: enquanto Iracema requebrava direitinho, eu, apesar de achar que estava abafando, mais parecia um boneco de Olinda balançando os braços, quase sem sair do canto[1]. O espevitado Mateus, sim, se revelará a grande figura da escola. Veterano carnavalesco, tem samba na veia e na ponta dos pés, um gingado cheio de graça e enorme competência cênica: entre um rodopio e outro, faz mesuras para a plateia na arquibancada e agradece os aplausos com largos gestos. A miúda Ise havia pegado no sono e a custo acordou para, estremunhada, empunhar debilmente o estandarte, não sem antes pedir para fazer xixi na hora da saída da escola (um tio a acompanhava no chão, ao lado, levou-a para se aliviar numa moita e a trouxe de volta).

São apenas 530m de asfalto, lenta e meticulosamente vencidos. Uma energia quase palpável liga cada colorado. A escola desfila garbosa para os jurados empoleirados em guaritas e uma plateia razoável, dado o horário. Nas arquibancadas, canta-se o samba-enredo. Quando cessa o último tamborim, duas pessoas estão caídas, por exaustão ou estresse, e são transportadas por ambulâncias. Começa a dispersão.

A glória dura menos de 60 minutos.

Muvuca paulistana

05 de Março de 2017 às 05:34
Homero Fonseca

Foto: Prefeitura Municipal de SP Zoom
O Carnaval explodiu nas ruas de Sampa, nos últimos dois anos

Aventura e paixão no Carnaval de Sampa (I)

Sabe aqueles estereótipos:  “São Paulo é o túmulo do samba” e “São Paulo é um deserto no Carnaval”? Nada mais falso. Há muito tempo o desfile das escolas de Sampa não faz feio diante do portento carioca. E, de uns anos pra cá, o carnaval de rua simplesmente explodiu, com centenas de blocos congregando milhares de foliões, primeiro na Vila Madalena, agora no Centro. Eu e Iracema fomos ver o movimento na Rua Augusta, no sábado. Já o metrô ia coalhado de gente bonita – a maioria jovens – devidamente paramentada. Fomos a um cinema e depois ficamos num boteco numa esquina estratégica e assistimos alumbrados à muvuca. Tinha gente chegando fresquinha, limpinha e perfumada e gente já voltando, no bagaço. A maioria em grupos, mas também foliões isolados, bêbados perdidos, odaliscas desgarradas. Cantavam músicas desconhecidas para nós. Nada que se iguale (ainda) à folia de Olinda, Recife ou Salvador, mas mesmo assim um espetáculo bonito, colorido e muito animado.

Domingo, 22 horas nos pegaram no hotel para levar-nos ao Brás. Nem sou muito ligado em desfile de escola de samba, mas o fato de a Colorado ter-se inspirado no romance “Roliúde”, de ter gentilmente nos convidado a desfilar no carro de abertura e de ter proporcionado a oportunidade de conhecer por dentro como se move uma engrenagem como aquela, essa conjunção de fatores nos fez aceitar o convite com prazer.  E valeu a pena.

Foto: HF Zoom
Sede da Colorado do Brás, algumas horas antes do desfile

 Vimos uma comunidade viva, em ebulição, convergindo, nas horas finais, para um desfile apoteótico, numa confusão organizada. Quando chegamos à sede da escola,  deparamo-nos com um aparente caos: nas ruas adjacentes, 40 ônibus esperavam para o transporte até o Anhembi, onde fica o sambódromo; um monte de moças sentadas no chão cortando, recortando, colando adereços; fantasias amontoadas pelos cantos; num balcãozinho, vendia-se cerveja e servia-se água mineral; gente chegando já pronta e outros saindo para ir em casa, tomar banho e voltar. No mezanino, dona Néia, chefe da equipe de costura, não largava a máquina nem o bom humor, atendendo os últimos pedidos – como o meu, para diminuir as mangas do paletó lustroso de retalhos que me coube – tendo ao lado o colchão onde, desde começo de janeiro, dormia todas as noites para dar conta do serviço. Iracema procurava os encarregados da maquiagem. No meio da balbúrdia, recruta nesse mundo, pensei cá comigo: “Não vai sair, não fica pronta”. Ledo engano. Aquilo era o gargalo final de um trabalho de 10 meses, movido a paixão pura, pela Escola, pelo Samba e pelo Carnaval, nessa ordem. E no fim tudo deu certo.

A certa altura, lá fora, nas calçadas, aos poucos as pessoas já fantasiadas foram se reunindo por alas: 19, com média de 70 figurantes cada, perfazendo umas 1.300 pessoas. Cada ala com quatro coordenadores que tentavam juntar a turma e conferir os detalhes: “Todo mundo de braçadeira?” “Sim!!” “Todo mundo de cinto?” “Sim!!!” E lá estavam os cangaceiros, os Chaplin, os pistoleiros do faroeste, as coristas, as bailarinas, os Tarzãs, as baianas. Não havia chamada por nome, todos procuravam se aglomerar pelo número das alas. Os diretores de harmonia a tudo observando, eles que se encarregarão do andamento do desfile na pista. O presidente Ká, sempre solícito, atende um e outro, secundado pelo vice Gilson, elétrico, e Ju, ora risonha, ora apreensiva.

A partir da meia noite, numa mistura de cores, gritos, apitos, risos e imprecações, os ônibus começam a zarpar, seguidos por alguns caminhões-baú com os adereços e os instrumentos da bateria mais pesados. Quem não conseguisse estar pronto e ir no ônibus com o grosso de sua ala, seguia no próximo. E assim todos embarcaram, inclusive nós.

 A SEGUIR: Aventura e paixão no Carnaval de Sampa (II): No redemoinho da passarela

"Redemoinho", cinema sem hesitações

22 de Fevereiro de 2017 às 12:20
Homero Fonseca

Divulgação Zoom

 “Parece um filme argentino”, comentou Joca Souza Leão. E estava fazendo um puta elogio.  Redemoinho, primeiro trabalho para o cinema do diretor José Luiz Villamarim (de minisséries para a tevê, como Nada Será Como Antes e Justiça), tem uma coisa que o distingue de boa parte da produção cinematográfica brasileira atual: um excelente roteiro, assinado pelo pernambucano George Moura, adaptando uma história da monumental obra Inferno provisório, de Luiz Ruffato. Diretor e roteirista já haviam atuado em parceria em outros trabalhos televisivos de qualidade, como Rebu e Amores roubados.

É esse diferencial – um roteiro consistente e uma direção segura – que faz com que Redemoinho “pareça” um filme argentino, destacando-o de boa parte de seus congêneres tupiniquins, às voltas com o problema do que fazer com as boas técnicas cinematográficas. Sofrem, muitos de nossos filmes, da “Síndrome de Tarantino”: um talento à procura do que dizer.

Produzido pela Globofilmes, a obra traz um elenco de primeira grandeza, tanto no sentido de celebridades da telinha, quanto em termos de qualidade interpretativa:  Irandhir Santos, Júlio Andrade, Dira Paes, Cassia Kis e Démick Lopes (muito bom no papel do desajustado do bairro). A história é mínima: o reencontro de dois amigos de infância – Luzimar e Gildo – quando o segundo, que abandonara a Categuazes natal para tentar a sorte em São Paulo, retorna pela primeira à cidade do interior. O filme é uma jornada passado adentro de dois homens passando a vida a limpo, involuntariamente, movidos pelo álcool e pela memória. O conflito central é a questão do pertencimento: o abismo entre a vida do que ficou e a do que se foi, com seus bloqueios e suas lembranças, entre a fraternidade e o rancor. Há um segredo terrível entre eles, somente deslindado ao final, quando então entendemos o papel da chuva persistente, onipresente, irritante que cai intermitentemente sobre a cidade. Outro elemento repetido, igualmente de grande plasticidade, é o trem cargueiro sempre a atravessar as ruas sem nunca parar, metáfora do progresso excludente, que passa ao largo da cidade estagnada, apesar de sua indústria têxtil. Tudo bem dosado entre o hermetismo e a obviedade, como é raro acontecer.

Curiosamente, o roteiro e a direção tomam um partido complemente divergente da escrita original em que o filme se baseia: enquanto a obra de Ruffato se estrutura como uma saga, um imenso painel, fragmentado, multifacetado e dinâmico da realidade crua do povo brasileiro, o filme centra num único episódio, com idas e vindas no tempo, resultando, porém numa transcriação perfeita do “espírito” do livro. Isso explica os abraços sorridentes de diretor, roteirista e romancista na pré-estreia do filme aqui no Recife.

Redemoinho é um filme forte e belo, que passa a convicção de que toda a equipe – incluindo direção de arte, fotografia, cenários, montagem – sabia o que tinha a dizer e o fez com arte e competência. Recomendo fortemente.

Roliúde no Carnaval de São Paulo

13 de Fevereiro de 2017 às 16:23
Homero Fonseca

Em março do ano passado, recebi um e-mail de Thiago Morganti, que se apresentava como compositor, fanático por literatura e por samba, de São Paulo. Dizia que havia lido o romance Roliúde e pedia autorização para utilizá-lo no enredo de uma escola de samba em 2017. Informou que se tratava de uma integrante do Grupo de Acesso do Carnaval de Sampa, a Colorado do Brás. Autorizei e me esqueci do assunto.

Surpreso, recebi, em janeiro agora, nova mensagem do Thiago dizendo que “estava tudo pronto” e me convidando para participar do desfile. Justificava que, como se tratava de uma pequena escola, eles não podiam arcar com as passagens, mas garantiam estadia e transporte.

Como seria de se esperar (para quem a conhece), Iracema se entusiasmou muito mais do que eu. Fui dar uma olhada no portal da agremiação, nascida de um time de futebol de várzea: é uma típica escola de comunidade, no caso Pari-Brás, centro-leste da capital paulista. Antiga, mas nunca logrou subir ao Grupo Especial. As fantasias, este ano, estão muito bonitas e o samba-enredo é de arrasar. Acho que tem tudo para subir de categoria. Resolvi acompanhar essa “epopeia”. E lá vamos nós para o Carnaval de São Paulo, coisa que nunca imaginei na vida. O desfile será no domingo, 26, no sambódromo do Anhembi, construído pela prefeita Luíza Erundina, nordestina de fé, como Severino (Bibiu), o personagem do romance que inspirou o tema e o enredo da escola, cujo título é “Luz, câmera, ação! A Colorado apresenta: a Roliúde no Sertão”.

Se eu estiver mentindo, eu choche. Quem duvidar, confira no portal da escola (em especial os enlaces Sinopse, Samba Enredo e Fantasias):

http://www.coloradodobras.com.br/index.php

 

Artur e o pecado de fumar

03 de Fevereiro de 2017 às 00:53
Homero Fonseca

  

Artur, 5 anos, nunca tinha visto ninguém fumar.

 Pai, mãe, tios, avós – todo mundo geração-saúde.

 Na escola, também nem sinal de tabaco.

 Ambientes limpos, saudáveis.

 Um dia, num parque... 

 O que seria aquilo? Uma mulher guenza, nervosa, encostada a uma árvore, olhava o filho brincando num balanço. Tinha entre os dedos um canudo fininho, branco, com uma brasa na ponta, que de vez em quando levava à boca, sugava, e expelia uma fumaça cinzenta, como se estivesse pegando fogo por dentro. Perguntou:

– Olhe aquela mulher, vovó. O que ela está fazendo?

A avó respondeu que ela estava fumando e a mais uma infinidade de perguntas: Por que ela fuma? Faz mal? E se ela pegar fogo?

Artur não entendeu: fazia mal e mesmo assim ela fumava? A avó minimizou, mentindo: só faz mal a ela mesma. Também é um jeito de que ela tem de relaxar, mas não é aconselhável ninguém seguir o exemplo etc. etc.

O guri ficou ligado. Outro dia, viu uns rapazes fumando em frente a uma loja. Novos questionamentos. A cada pessoa da família ou do seu limitado círculo de relações, perguntava: você fuma? Descobriu um tio-avô fumante. Ouviu muita preleção antifumo.

Ficou elaborando o assunto na cabeça e, um dia, chegou com a seguinte historinha para vovó Salete:

Era uma vez um país bem longe. Nele ninguém fumava. Quando alguém fazia uma malvadeza, era obrigado a fumar, para ficar doente e não fazer mais mal a ninguém.”

A lógica de Artur é impecável: se cigarro faz mal, devia ser um castigo. É um pequeno filósofo.

               

Últimas Atualizações

Últimos Clips

AchaNotícias

Pernambucânia

Descubra o que há no nome das cidades pernambucanas

Iteia

O Nome da Minha Cidade

Colabore! Mande-nos o que sabe sobre o nome de sua cidade, origens e significado.









Ver mensagens enviadas

Indique

Indique o blog para um amigo





Tags

olinda - nome de cidade - lenda de iangai - lula cardoso aires - história - tiponímia steve jobs design jonatah mak roliúde teatro - guerra dos mundos orso welles maranhão quito - america latina - marcus accioly ue encorpo rio amazonas amapá macapá cidades viagem equador marco zero pirarucu jambu amapá rio amazonas macapá linha do equador floresta amazônica evangélicos periferia luiz ruffato literatura proletários bienal, centro de convenções, escritor, homenagem, mauro mota, poeta lampião cordel sarau plural joca souza leão flimar literatura marechal deodoro lêdo ivo roliúde - amor - joseph ratinger menos luíza - ascenso ferreira - comunicação - celebridades índice nático jazz adorno hobsbawn brubeck manifestações corrupção confronto de ideias flávio brayner - educação - libertação - crônicas romance twitter lula falcão nélson de oliveira - leis da integridade criativa zé de arruda - filosofia - chistes e tiradas - jovem recém-casada geneton moraes neto - geraldeo vandré - calúnia na internet democracia corintiana sócrates mino carta sarau paixões sidney rocha anaïs nin raymond radiguet stefan zweig josué de castro josé lins do rego mangue caranguejo chico science dois pesos, duas medidas corrupção barão de itararé eliana calmon escravidão mídia charge política literatura fantástica boato pânico recife tapacurá cheias sarau plural 21 crônica: a poética do cotidiano - joca souza leão fernando pessoa - josé paulo cavalcanti filho - poesia portuguesa - sarau plural cléitson feitosa - exposição - grupo evolução, caruaru - parcialidade sarau papa-figo humor bione cinema homem de moral paulo vanzolini pedro juan - ofício de escritor amazônia amapá macapá - contestado frança brasil - república do cunani - história

Arquivo