Foto: Ana Fonseca
  • DataPernambuco, 30 de Junho de 2016
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O sargento, o garoto, as ariranhas e o jornalista

29 de Junho de 2016 às 01:37
Homero Fonseca

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Lourenço Diaféria (1933-2008)

 

A prisão por corrupção, em Brasília, dia 24 passado, pela Polícia Federal, do ex-diretor financeiro do Postalis – o fundo de pensão dos Correios – Adilson Florêncio da Costa, reavivou na imprensa um episódio de quase 40 anos atrás.

No dia 27 de agosto de 1977, o sargento do Exército Sílvio Delmar Hollenbach passeava com a mulher e os filhos no Jardim Zoológico de Brasília, quando presenciou o acidente da queda no fosso das ariranhas de Adílson, então um garoto de 14 anos. O sargento Sílvio jogou-se no fosso, salvou o garoto, porém foi mordido ferozmente pelas ariranhas e morreu três dias depois em consequência da infecção causada pelas mordidas das lontras.

O noticiário registra que nem Adílson nem sua família jamais agradeceram à família do sargento pelo gesto heroico (o que me lembra o caso da senhora Helena Brennand, salva pelo morador de rua Paulo Henrique de Brito, ao cair com o carro no Canal de Setúbal, na madrugada de 07/12/2012).

O caso do sargento Sílvio e do garoto Adilson teve no jornalista e escritor Lourenço Diaféria, o terceiro vértice do triângulo. No dia 1º de setembro de 1977, Diaféria publicou na Folha de S. Paulo uma crônica que ficaria famosa, intitulada “Herói. Morto. Nós”, em que afirmava preferir o sargento Silvio como autêntico herói do povo brasileiro, ao “herói oficial” Duque de Caxias.

“O duque de Caxias – escreveu corajosamente Diaféria – é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel - onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer - oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.”

Foi denunciado pelo ministro do Exército Silvio Frota, acusado de denegrir as forças armadas, passou cinco dias preso e foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Num processo que se arrastou por mais de três anos,foi absolvido em primeira instância por um tribunal militar, condenado em segunda pelo Superior Tribunal Militar e finalmente inocentado pelo STF em 1980, já em plena abertura política e com a lei de anistia promulgada, 

Lourenço Diaféria publicou vários livros de crônicas, contos e romances e morreu de ataque cardíaco no dia 16 de setembro de 2008, aos 75 anos incompletos.

 

O homem que escutava

23 de Junho de 2016 às 17:29
Homero Fonseca

 

Paris, idos de 1916. No Café La Rotonde, em Montparnasse, reúne-se frequentemente a fauna intelectual: Pablo Picasso, Amedeo Modigliani, Wassilii Kandinskii, Jean Cocteau, Eric Satie. Quem conta a cena é Cocteau:

“Naquela época, todos nós nos reuníamos no Café Rotonde. E um homenzinho com uma testa enorme, arredondada e cavanhaque preto às vezes costumava entrar lá  para tomar um gole e nos ouvir conversar. E para ‘olhar os pintores’. Uma vez perguntamos ao homenzinho (ele nunca dizia nada, só escutava) o que ele fazia. Disse que tinha a séria intenção de derrubar  o governo da Rússia. Todos nós rimos, porque, é claro, tínhamos essa mesma intenção. Era assim naquela época. Era Lênin”.

Deus tá vendo

21 de Junho de 2016 às 10:46
Homero Fonseca

Reprodução Zoom
Deus por Michelangelo - Capela Sistina

 

Crônica de Joca Souza Leão
jocasouzaleao@gmail.com


As empreiteiras-lavadas-a-jato pagaram propina (toco, comissão, corrupção, pedágio, caititu, gratificação, gorjeta, jabaculê, doação de campanha, taxa de serviço...) para ganharem as concorrências fajutas das obras contratadas pelo Governo Federal e empresas de capital misto, a exemplo da Petrobras, de 2003 até meados de abril passado. Fato inédito neste país. Nunca, jamais, em tempo algum, essas empreiteiras haviam sido levadas – praticamente obrigadas – a se utilizarem de tal vilania para trabalharem pela grandeza do Brasil (Ó pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!). Ponto. Parágrafo.
As mesmas, mesmíssimas empreiteiras-lavadas-a-jato não pagaram coisíssima alguma de propina (toco, comissão, corrupção, pedágio, caititu, gratificação, gorjeta, jabaculê, doação de campanha, taxa de serviço...) pelas obras contratadas pelos 26 estados da Federação, o Distrito Federal e os 5.570 municípios brasileiros, nesse mesmo período. Acredite!
As campanhas eleitorais de Lula, Dilma e de todos os candidatos do PT a cargos eletivos por este Brasil afora (e adentro) foram financiadas com recursos escusos, caixas dois, três, quatro... toco, comissão, corrupção, pedágio etc... Ponto. Parágrafo.
As outras campanhas todas, Brasil afora e adentro, sobretudo do PSDB (PMDB, PSB, PPS, PP e DEM, arrisco-me incluir), foram financiadas por meio de fundos partidários e doações legais. Acredite!
As empreiteiras-lavadas-a-jato doaram 47 milhões de reais à campanha de Dilma. Tá tudo declarado na prestação de contas ao STE. Elas, as empreiteiras, tinham, claro, interesses escusos. Ponto. Parágrafo.
As empreiteiras-lavadas-a-jato doaram 40 milhões de reais à campanha de Aécio. Tá tudo declarado na prestação de contas ao STE. Elas, as empreiteiras, melhor dizendo, os empreiteiros, renderam-se aos belos olhos de Aécio Neves, não resistiram aos encantos da mãe de Aécio Neves e ficaram fascinados pela candura da irmã de Aécio Neves. Acredite!
Delcídio e Sérgio Machado, os delatores, foram premiados para denunciarem Lula, Dilma e essa arraia miúda, essa gentinha do PT. Ponto. Parágrafo.
O que Delcídio e Sérgio disseram sobre Aécio, Serra, FHC, Alckmin... foi tudo mentira, deslavada mentira. Acredite!
Acho que foi Millôr (citado por Luis Fernando Verissimo numa crônica) quem disse que, assim como existe ponto de exclamação e ponto de interrogação, deveria existir também “ponto de ironia”. Pena. Não existe. Mas, Deus tá vendo. Tudo.
Agora, bem que a PGU e o STF podiam dar uma olhadinha também, né?

São João da Capitá. Um caso de preconceito linguístico

17 de Junho de 2016 às 18:02
Homero Fonseca

 Todo ano, por essa época, ocorre no Recife a festa junina São João da Capitá. Essa corruptela da palavra capital martela meus ouvidos sem dó nem piedade: na propaganda e no noticiário, personagens, apresentadores e  apresentadoras não cessam de convocar, risonhos,  para o tal São João da Capitá.

 

Lamento informar, mas esse arremedo de um pseudofalar matuto é uma manifestação explícita de preconceito linguístico.  É o uso do que os linguistas chamam dialect eyes (dialeto dos olhos), uma imitação da fala por sinais gráficos, como define a professora Nelly Carvalho.

Todos sabemos que falamos de um modo e escrevemos de outro. As duas formas têm características diferentes e usos diversos. A comunicação oral se dá em contextos mais informais e agrega elementos outros, como o tom de voz, as inflexões, os gestos, o contexto etc.

Já comunicação escrita é reservada para ocasiões mais formais: lembretes, ofícios, inquéritos, cartas de amor...

Numa, a prosódia é naturalmente um pouco desleixada. Na outra, o texto  se obriga a seguir as convenções gramaticais.

Então, é complicado transcrever a fala no texto escrito, isto é, codificar sons em sinais alfabéticos. Normalmente só se faz isso quando se tenta registrar a fala popular. E sempre lançando mão de corruptelas: capitá, dotô, frô, poliça. 

Isso não ocorre quando se trata da transcrição da fala de pessoas letradas, apesar de, normalmente, todos pronunciarmos de forma diferente o que está escrito, quando num contexto informal, isto é, a maior parte do tempo. A pronúncia correta fica guardada para ocasiões solenes: discursos, depoimentos, relações de trabalho.

É só prestar atenção. Na fala nossa do dia a dia, dizemos mais ou menos assim: ele é baxinho”,  “ela amô o presente”, “tô indo”. Difícil alguém, conversando com amigos e conhecidos, encher a boca com o i de baixinho,  o r de amor ou ou de estou. Também é comum usarmos na fala corrente o pronome pessoal ao invés do oblíquo em frases como “eu vi ele chegar” (só os pernósticos vivem tascando a três por quatro “Eu o vi chegar” ou, pior ainda, “vi-o chegar”).

No entanto, quando esses diálogos de pessoas letradas são transcritos nos jornais, na literatura, em cartas, em propaganda, nunca são grafados como falamos e sim como escrevemos... Nada de “ele é baxinho” e sim “ele é baixinho”.

Já quando reproduzimos diálogos de matutos, operários, empregadas domésticas, camelôs, eles são recheados de “erros de ortografia”.

Por que agimos assim? Por que não grafamos capitau (que é como as pessoas cultas pronunciam no Brasil a palavra capital, quando o correto seria empregar o ele palatal)?

Por uma questão de hierarquia social. As pessoas que dominam a chamada norma culta da língua são vistas, e se vêm, como culturalmente superiores aos analfabetos e semialfabetizados. Por isso, usam o dialect eyes na reprodução escrita da fala do povo, assim como arremedam – ou seja, imitam de forma caricatural, distorcida, zombeteira – o “idioma matuto”.

Esse sentimento de superioridade é disfarçado em “simples gozação”, “brincadeira”, “zoeira”. Mas como não se faz o mesmo com os “citadinos cultos”,  está caracterizado o preconceito.

O poeta Manuel Bandeira já levantava a lebre dessa questão em seu célebre poema “Evocação do Recife”, de 1925, nos versos:

        A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros

Vinha da boca do povo na língua errada do povo

Língua certa do povo...

Ariano Suassuna e Guimarães Rosa, dois dos gigantes da literatura brasileira, escreveram suas obras a partir do universo sertanejo, mas ao transcreverem as falas de João Grilo ou Riobaldo Tatarana em nenhum momento apelam para o dialect eyes, por total respeito aos seus personagens. O sotaque sertanejo está implícito no vocabulário peculiar das respectivas regiões (grafado corretamente), na construção sintática das frases e em outros recursos. Leiam ou releiam O Auto da Compadecida ou Grande sertão: veredas. Eu cegue se encontrarem nessas obras-primas algo parecido com São João da Capitá.

 E A POESIA MATUTA?

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Zé da Luz, Catulo da Paixão e Patativa do Assaré

 Resta o problema da chamada “poesia matuta”, majoritariamente recitada "na língua errada do povo". Do grande Catulo da Paixão Cearense ao midiático Jessier Quirino, passando pelos geniais Patativa do Assaré e Zé da Luz e outros menos votados como Pompílio Diniz e Chico Pedrosa, todos lançam mão desse artifício que dá um sabor especial aos seus poemas. O problema está na transcrição, ou seja, nos livros que publica(ra)m, onde se repete a escrita no estropiado dialeto ocular.

Todos são tidos – com razão – lídimos representantes da poesia popular. Mas como, se todos redizem o linguajar dos preconceituosos?

Confesso ser um pouco complicada a questão, possivelmente a exibir estudos de maior fôlego por parte de autores mais preparados. Mas ouso algumas considerações: o preconceito, seja linguístico seja racial, sexual ou de qualquer outra natureza, é um fenômeno eminentemente social. Instala-se numa determinada cultura como algo “natural”.  Assim, boa parte das pessoas não percebe claramente estar imersa nessa situação. Tanto que poucos se declaram abertamente preconceituosos. É muito comum se ouvir a frase: “não sou preconceituoso, mas...”. Infalivelmente, após a adversativa “mas” vem um comentário carregado de preconceito até os gorgomilos.  Esses poetas maravilhosos com certeza não se considera(va)m preconceituosos, mas...

Outro dado a observar, de igual complexidade, é o público consumidor da poesia matuta. Não conheço pesquisas sobre isso, mas desconfio que é majoritariamente, pelo que vejo em recitais, concursos e outros eventos, formado por gente urbana, interiorana ou não. Esse gênero poético, como o repente, o coco, a embolada e o cordel, tem seus apologistas: são fazendeiros, advogados, funcionários públicos, comerciantes, poetas. Formam uma verdadeira comunidade, que prestigia, divulga, financia parcialmente e até acompanha seus ídolos em apresentações mundo afora. São importantíssimos para a preservação mais ou menos intacta das diversas formas de arte popular.  Todos são letrados, alguns intelectuais. Esses grêmios, conservadoras por natureza, são um contrapeso à enorme pressão da cultura de massa, da indústria cultural, por uma globalização pasteurizada. Desconfio que sua admiração pela cultura do povo tem um certo viés paternalista, comum e polêmico entre os folcloristas.

Um exemplo de como isso funciona: Vitalino inicialmente pintava seus bois e cenas matutas com as cores berrantes tão do gosto do povo. Famoso e objeto do desejo de colecionadores de todo o mundo, passou a ostentar em suas peças a cor natural do barro – alguns estudiosos consideram haver sido uma imposição dos meios cultos empenhados em “preservar a pureza da arte popular”. O barro sem pintura dá o toque exótico de rusticidade.

Dialeticamente, entretanto, essa exigência não poupou a temática, que, à sua revelia, passou a refletir uma interação inevitável com o mundo urbano, retratando  dentistas, advogados, fotógrafos, cirurgiões, locutores de rádio, repórteres de televisão, ao lado de retirantes, caçadores, casamento matuto etc. Não à toa, a primeira edição de Brasil caboclo tem o título escrito assim mesmo e é assinada por Andrade Silva e entre parênteses Zé da Luz. Ou seja, um simples pseudônimo do autor. Depois é que se firmaria o personagem Zé da Luz, com o sucesso retumbante no programa “Mensagem para o rancho” do irmão dele Bastos de Andrade, na Rádio Tabajara, resultando na alteração do título, em edições posteriores, para Brasí cabôco.)

Outro aspecto relevante é a origem e a formação desses poetas. Ao contrário do que reza a lenda, a maioria (a quase totalidade) é letrada. Muitos, é verdade, mal completaram o antigo curso primário, mas se tornaram autodidatas e leitores vorazes. O maranhense Catulo da Paixão Cearense foi professor, dono de colégio, tradutor de alta poesia francesa (Lamartine) e viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro. Zé da Luz era alfaiate e morou em Campina Grande e no Rio. Patativa do Assaré, o mais próximo da imagem idealizada do poeta-camponês, também mal fez as primeiras letras, mas lia Juvenal Galeno, Passos Guimarães, Olavo Bilac, Machado de Assis, Castro Alves,  Graciliano Ramos e...Camões. Chico Pedrosa foi vendedor-viajante de peças de automóveis e, embora nascido num sítio, circulou a vida inteira pelas cidades de todo o Nordeste, inclusive as capitais. Jessier Quirino é arquiteto. Todos fizeram/fazem sucesso em meios urbanos, inclusive na antiga capital federal, onde Catulo era um astro-pop e declamou e cantou no Palácio do Catete para o próprio presidente da República Hermes da Fonseca, a convite da primeira dama Nair de Tefé, caricaturista, mulher avançadíssima para a época.

Todos dominavam, em graus variáveis, a chamada norma culta da língua. Muitos, inclusive Zé da Luz e Patativa, escreveram poemas em linguagem vernácula. Estudiosos de visão paternalista sobre o folclore, como Câmara Cascudo e epígonos, criaram o mito do artista bronco, puro, analfabeto, vivendo nas brenhas, alheios ao progresso e infenso às mudanças. Isso pode ser verdade para um outro vaqueiro aboiador, um ou outro poeta. Está longe de corresponder à maioria que integrava, digamos assim, a elite intelectual do povo (este sim, inglório e inculto). E fizeram/fazem questão de publicar em livro.

Parece-me, portanto, ser um desserviço (certamente involuntário) classificar esses poetas como portadores de uma linguagem simples, de uma poesia singela e coisas que tais. Se prestarmos atenção, veremos que sua poesia nada tem de simples, nem direta, nem de qualquer outro adjetivo reducionista. Suas obras costumam ser altamente complexas, com ritmo impecável e a construção de imagens sofisticadas e surpreendentes. (Só um exemplo: Fabião das Queimadas, dado por analfabeto por uns – a maioria – e semialfabetizado, por outros, em seus poemas taurinos alcança a voltagem poética de um Garcia Lorca, apesar de o mestre Cascudo "atribuir-lhe uma “doce ingenuidade, de graça comunicante e viva”.) E é de Zé da Luz uns dos versos mais belos da língua portuguesa (como Bandeira disse de Orestes Barbosa a propósito de “Chão de Estrelas”), em As flô de Puxinanã:

Os ói dela paricia 
duas istrêla tremendo, 
se apagando e se acendendo 
em noite de ventania.

 Quanta musicalidade, que imagem vigorosa e bela! Agora, imaginem escrever corretamente apenas quatro palavrinhas dessas aí de cima: flores, olhos, pareciam, estrelas. Versos perfeitos que orgulhariam qualquer poeta “erudito”.

O detalhe é que esse tipo de poema é uma delícia de ouvir. Ou seja, toda a dita poesia matuta fica muito bem encaixada na sua oralidade. O problema é a transcrição alfabética.

            Falei.

           

 

 

 

 

 

 

 

 

A corrupção nossa de cada dia

08 de Junho de 2016 às 11:25
Homero Fonseca

 

Nessa época de cruzada (em boa parte hipócrita) contra desvios de recursos públicos em benefício privado, é bom lembrar a corrupção nossa de cada dia.

"No livro Dando um jeito no jeitinho, de Lourenço Stelio Rega, há um profusão de exemplos de coexistência pacífica dos brasileiros com a corrupção. Um caso miúdo é bem representativo e, por sua comicidade, transcrevo a seguir:

 Ricardo Viveiros, ex-diretor da Central de Outdoor e assessor especial e chefe de gabinete do ex-prefeito de São Paulo, Reynaldo de Barros, acompanhava o então prefeito na inspeção de uma feira-livre, em 1981, quando pôde testemunhar os artifícios a que pode chegar a corrupção.

No meio da visita, o Prefeito foi abordado por uma feirante japonesa que respeitosamente lhe explicou que não poderia pagar a taxa pedida pelos fiscais pois seu marido estava doente. “O fiscal disse que a caixinha é de Cr$ 20,00 (moeda da época), metade é para ele e metade é para o senhor. Será que o senhor poderia dispensar a sua parte até meu marido ficar bom?”, pediu a feirante."

 

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