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<title>InterBlogs</title>
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<description>Todos os Blogs</description>
<language>pt</language>
<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 06:20:01 -0200</pubDate>

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<title>Conversações em Natal 2  Jornalistas x Escritores</title>
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<description>No III ENE  Encontro Natalense de Escritores, promovido, em fins de novembro,  pela Fundação Capitania das Artes, participei  de uma mesa com João Gabriel de Lima, romancista e editor da Bravo!, e Moacir Amâncio, jornalista e poeta, mediada pelo endiabrado jornalista potiguar Alex de Souza. O tema seria Jornalismo literário, mas, constatado que todos à mesa eram clones de si mesmo, atuando simultaneamente como jornalistas e escritores , desviamos a conversa para as diferenças e similitudes dos dois ofícios e vantagens e desvantagens das relações entre um e outro (que nos desculpem a grande escritora e jornalista espanhola Rosa Montero, autora do sensacional A Louca da Casa que, enjoada de tanto responder sobre o tema, sofre de urticária quando o mencionam).  Todos concordamos que um ofício ajuda ao outro, afinal ambos têm como instrumento a palavra. O problema é saber diferenciar a postura, coisa que muito jornalista tem grande dificuldade em acertar. Considero que tanto jornalistas quanto escritores fazem um PACTO com o leitor. A diferença é que o jornalismo exige o Pacto da Verdade enquanto a ficção é regida pelo Pacto da Mentira (e aqui não quero entrar na discussão metafísica, estéril e desviante do que é ficção e do que é realidade  basta ficar na frente de um trem em movimento para saber).  O leitor de jornal supõe estar comprando a verdade. Daí o compromisso do texto jornalístico com a informação correta, transmitida de forma clara, objetiva e direta. Em outras palavras, é servido o prato-feito ao leitor. Já texto literário faz uso da ambigüidade, da subjetividade, da elipse, tornando o leitor co-participante da obra, ao preencher com sua imaginação as lacunas propositais do autor. Por isso, a linguagem jornalística é meio redundante enquanto a linguagem literária é tão mais eficaz quanto for criativa, pessoal, única. Agora, o jornalismo pode se apropriar de alguns recursos da literatura, sem abrir mão da objetividade. Ou seja, a literatura pode emprestar ao jornalismo recursos de linguagens que enriquecem o texto. Isso em qualquer editoria: cultura, economia, política, polícia, cidades. Já a prática jornalística, empurrando o bom jornalista para o miolo da vida, contribui com a literatura quando facilita uma percepção mais apurada da realidade.  No texto ficcional, entretanto, essa apuração do real não deve transparecer, mas apenas servir ao propósito de verossimilhança: o leitor sabe que tudo ali é mentira, mas que deve ser dita como verdade, ou seja, que o convença da possibilidade de  que se não existia, poderia ter existido. É o único compromisso da ficção: sua coerência interna, sua verdade-em-si. É o que penso.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 10:18:00 -0200</pubDate>
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<title>Conversações em Natal 1 - Menescal</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7935512</link>
<description>Ao regressar de rápida viagem a Natal, aonde fui convidado do III Encontro Natalense de Escritores, dividimos por sorte o transporte que nos levava do hotel ao aeroporto com Roberto Menescal e o professor Carlos Newton Jr. Carlos Newton, poeta e ensaísta pernambucano, estudioso da obra de Ariano Suassuna, já era nosso amigo. Menescal, que também tinha ido ao ENE para participar de uma mesa sobre a bossa-nova, da qual ele é um dos papas incontestáveis, foi simpatia à primeira vista. No curto tempo do percurso, conversamos sobre música, internet e direitos autorais, e indaguei sobre o papel do violonista pernambucano Normando Santos nos primórdios da bossa nova, curioso pelo fato de ele ser tão pouco citado nessa efeméride toda que assinala os 50 anos do gênero musical brasileiro. Menescal é amigo de Normando e ratificou a presença dele naquele momento mas lembrou que, ainda muito no início do movimento, Normando se mandou para Paris, onde viveu nos últimos 50 anos, somente agora retornando ao Brasil. Isso explicaria a pouca referência ao pernambucano. Na conversa, perguntei ainda ao autor de &quot;O barquinho&quot; se ele conhecia o trabalho de Spok e sua orquestra, responsáveis pela maior revolução já feita no frevo. Menescal disse que o conheceu no recente Festival de Inverno de Garanhuns e mostrou o braço com os pêlos arrepiados: &quot;Uma maravilha!&quot; E mais não disse, nem lhe foi perguntado, até porque cada qual foi pegar seu vôo de volta para casa. (Postarei em breve vários comentários e informações sobre o III ENE em Natal e uma tarde prazeirosíssima no Kritérion Sebo Bar, do amigo Jairo Lima.)</description>
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<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 20:21:00 -0200</pubDate>
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<title>Manoel de Barros, Antonio Vieira e masturbação</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7922708</link>
<description>Tenho visto entrevistas e debates na TV paga do mais alto nível, embora a maioria da programação seja muito ruim.  Inclusive temos programas de literatura, até uma década atrás praticamente inexistentes nesse meio,  como os apresentados por Edney Silvestre, Maurício Melo Junior, Paula Picarelli, Klaufe Rodrigues e tantos outros (aqui no Recife o de Cristiano Ramos na TV Universitária e em Porto Alegre o de Katia Suman). </description>
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<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 14:19:00 -0200</pubDate>
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<title>Um Recife (quase) parado no tempo</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7897292</link>
<description>Há um Recife profundo, desconhecido pela classe média emergente moradora das zonas norte (Casa Forte e circunvizinhanças) e sul (Boa Viagem etc.), que aflora em minha memória quando volto de São José da Coroa Grande e saio da BR 101 à altura de Tejipió.  É a zona sudoeste da cidade, um corredor que vai do citado Tejipió até Afogados, passando por Sancho, Barro, Areias, Estância, onde somente agora, conforme leio num saite qualquer, está sendo festejada a chegada de modernos empreendimentos imobiliários. Penso justamente o contrário, sem qualquer laivo de imobilismo ou fobia ao progresso, apenas escabreado com os resultados do progresso a qualquer preço. O caso é um ótimo exemplo.</description>
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<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 17:42:00 -0200</pubDate>
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<title>Pânico e poesia no vôo 980</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7882598</link>
<description>Rei Berroa, 59 anos, poeta dominicano, professor na George Mason University  no estado da Virginia, EUA, regressava do Recife para Miami, após participar da Fliporto, domingo 9 de novembro, quando o avião em que viajava sofreu uma pane numa turbina e teve de retornar uma hora depois de estar sobrevoando o Atlântico. Foi uma hora de pânico, choro e reza entre os passageiros. O poeta, entretanto, resolveu escrever um poema sobre aquele momento extremo que estava vivendo. Foi uma atitude verdadeiramente poética. O poema me comoveu, como raramente me ocorre com a poesia contemporânea. Transcrevo-o a seguir, assim como a tradução que intentei, para a qual tive a colaboração em forma de mirada crítica de Eduardo César Maia, cabendo-me, entretanto, toda a responsabilidade pelo eventual resultado pífio.</description>
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<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 17:53:00 -0200</pubDate>
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<title>O herói grego e a onça sertaneja</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7871359</link>
<description>Leio no interessante livro &quot;100 lições para viver melhor - Histórias da Grécia Antiga&quot;, de Cláudio Moreno (o autor contou no Sarau Eléctrico de que participei em Porto Alegre, terça-feira passada, que o título foi imposição do editor) a história do marinheiro que se dirigiu a Posêidon durante uma tempestade: &quot;Ó deus do mar, tu podes me poupar, se quiseres, ou podes me destruir; mas, seja qual for tua decisão, vais me encontrar com o braço firme no leme deste navio&quot;. Há uma anedota popular no Nordeste que corresponde a uma versão engraçado do mito grego. É a seguinte: Deparando-se um matuto, em plena floresta, com uma feroz onça pintada, saca do seu facão e, levantando os olhos aos céus, brada ao Senhor - &quot;Deus meu, se fores meu amigo, fazei com que acerte o coração da onça com meu facão e me safe deste perigo; se fores amigo da onça, fazei com que ela me acerte logo uma patada fatal, abreviando meu sofrimento. Agora, se não fores nem meu amigo nem amigo da onça, senta naquela pedra ali pra ver uma briga da gota serena!&quot;</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 19:26:00 -0200</pubDate>
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<title>Bibiu na TV Senado</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7867699</link>
<description>Para quem tiver a pachorra de assistir: neste domingo, 9 de novembro, estarei no programa &quot;Leituras&quot;, apresentado por Maurício Melo Jr., na TV SENADO, às 8 e meia da noite (horário de Brasília, 7 e meia horário do Norte-Nordeste). O tema principal é o Bibiu, personagem de &quot;Roliúde&quot; mas a conversa passou por Platão e Aristóteles e o humor na literatura, origens do picaresco, movimento armorial, memória de Caruaru, o escambau.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 12:08:00 -0200</pubDate>
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<title>Cultura em tempos de crise</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/sergioxavier/post.kmf?cod=7866055</link>
<description>Íntegra de entrevista concedida à jornalista Mirella Martins e publicada parcialmente em reportagem deste domingo (9/11) no Jornal do Commércio do Recife.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/sergioxavier">Sérgio Xavier</category>
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<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 07:30:00 -0200</pubDate>
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<title>Literatura sem frescura</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7861777</link>
<description>Toda vez que vou a Porto Alegre mais surpreso fico. Desta vez, durante visita à 54a Feira do Livro de POA, descobri o Sarau Eléctrico, no Ocidente, um bar alternativo comme il faut. É verdade que a idéia começou modestamente e, ao longo de sete anos, se firmou: toda terça-feira, o bar lota para ouvir poesia, crítica, conto e comentários inteligentes sobre literatura, artes, filosofia. Agora, toda terça-feira tem Sarau, com entrada paga (R$ 10,00). Os astros são os escritores e professores Luís Augusto Fischer e Cláudio Moreno, a escritora e publicitária Cláudia Tajes e a apresentadora de TV Katia Suman. Gente do primeiríssimo time que sustenta uma conversa informal, dinâmica, bem humorada. Nada da caretice que certos bem pensantes (nelhor dizer mal pensantes) associam ao fazer literário, tentando fazer crer que sisudez seria sinônimo de profundidade, quando mais das vezes é apenas cortina para esconder certa incapacidade em produzir coisas que interessam. (Algo análogo ao que se faz com a literatura no segundo grau e no vestibular, afastando completamente os jovens do tema, apresentado como obrigação chata etc e tal.) Na terça-feira, dia 5, a conversa toda girou sobre escritores pernambucanos ou pernambucanizados. Foram lidos e comentados textos de Manuel Bandeira, João Cabral, Gilberto Freyre, André Laurentino, Xico Sá, para um público interessado e vibrante (a maioria jovens, mulher bonita a dar com o pau... Hum, acho que cometi um ato falho!) E o locutor que vos fala foi convidado para ler um trecho do romance &quot;Roliúde&quot;, com grande receptividade (estavam lá, para provar, o escritor Ronaldo Correia de Brito que, com sua experiência na dramaturgia, me deu umas aulas de leitura interpretada de textos; sua mulher, Avelina; minha mulher Iracema; Liliana Magalhães, do Santander Cultural; Álvaro, Vera e Virgínia Germani; Ghissia Hauser). Pra resumir, foi uma experiência e tanto...</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 09:51:00 -0200</pubDate>
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<title>Muito além do eixo Rio-São Paulo</title>
<link>http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/post.kmf?cod=7842051</link>
<description>A Feira do Livro de Porto Alegre, agora em sua 54ª edição, é uma maravilha. Transbordando da Praça da Alfândega até o Cais do Porto, na parte velha da cidade, encharca de literatura o cotidiano dos gaúchos, atraindo gente de toda a parte. Este ano, a Feira, iniciativa da Câmara Riograndense do Livro, homenageia o estado de Pernambuco, levando um monte de escritores e artistas populares pernambucanos. No ano que vem, retribuiremos, levando a gauchada para a VI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O importante desse intercâmbio é a descoberta de afinidades significativas entre os dois estados, para além das diferenças geográficas e culturais específicas. Fomos protagonistas de nossas próprias histórias (a Farroupilha e a Praieira são bons exemplos), conservamos forte identidade cultural (coisa que neoliberais de todos os calibres arrenegam, mas isso é outra discussão) e nos consideramos, de certa forma, subestimados pelo eixo cultural e economicamente hegemônico, o Rio Maravilha e a Paulicéia Desvairada (e bota desvairada nisso). O engraçado é que a turma da USP, ideologicamente correta, protesta e brada contra o neocolonialismo do 1º Mundo, mas reproduz, em relação ao resto do Brasil, a dicotomia Centro x Periferia. Faz mal não. Vamos caminhando em frente e mostrando, como essa Feira de Porto Alegre, o que somos capazes de criar.</description>
<category domain="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca">Homero Fonseca</category>
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<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 18:29:00 -0200</pubDate>
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